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Until the eeeend?

Hoje eu estava pensando em algo que me incomoda. Eu costumo ter persistência para algumas coisas em especial e para outras, zero. Sério, acho que isso é algo muito bizarro.Isso logicamente tem a ver com comprometimento e os compromissos que nós mantemos com a vida e com nós mesmos. Muitos compromissos no fundo não foram compromissos de verdade. Por exemplo, estudei várias línguas (inglês, espanhol, japonês, francês) e nenhuma foi com profundidade e dedicação super intensa. Eu já fiz softbol, escalada, kung fu, musculação, dança do ventre, jazz, tai chi, shuai chiao, qi gong, cantoterapia, canto, coral… e na verdade não tomei nenhuma dessas coisas de verdade pra mim ainda. Fui apaixonada por muitas dessas coisas, mas não assumi o compromisso verdadeiro de persistir, no matter what.

Isso me lembra uma matéria que eu li numa revista de yoga (não faço yoga, mas achei que a revista parecia boa…), que  fala sobre a importância de conhecer a si mesmo, conhecer seus “metacompromissos” para tomar boas decisões na vida. Vai aí um trecho:

“O compromisso tem dois lados distintos: ele é pré-requisito para a profundidade. Sem compromisso, a vida é um vale-tudo, relacionamentos são apenas encontros casuais e a prática é meramente superficial. Você não consegue escrever um livro, criar uma criança ou aprender uma língua sem estar comprometido de coração. Nossa capacidade de compromisso nos possibilita o progresso”.

E é verdade, sem compromisso a gente acaba abandonando certas coisas quando a primeira desculpa aparece. Ah, não deu tempo. Ah, hoje choveu! Xi, estou sem dinheiro. Tudo é desculpa. Obviamente a gente não precisa fazer tudo para sempre com disciplina de monge. É importante também conhecer atividades diferentes, experimentar, brincar. Mas por que não adotar algumas com compromisso sério? Depois eu falo sobre os “metacompromissos”. Bom comprometimento para todo mundo!

O tempo?

Coloquei esse texto sobre o tempo e em alguns aspectos gosto muito dele. É muito verdade que a gente se esconde atrás da desculpa do “não tenho tempo” para tudo. E sim, as pessoas adoram se sentir importantes.

Mas eu estava pensando que desde que mudei de casa e emprego eu não tenho sabido administrar meu tempo. Trabalhando até tarde todo dia eu costumo chegar mais ou menos umas 21h, às vezes 20h, mas não mais cedo que isso. E eu chego em casa com vários dilemas: lavo louça ou lavo roupa? cozinho ou passo roupa? arrumo a sala ou pago as contas no banco? procuro um plano de saúde ou procuro emprego? treino canto ou faço abdominais?

O resultado disso é que a casa anda bagunçada sempre, as roupas estão acumulando, eu estou sem plano de saúde, engordei uns 3 kg, mas dentro do possível tenho cozinhado sempre que dá, respondo e-mails, ouço música e treino algumas para cantar.

Quais são minhas prioridades hoje? Bom, acho que é (1) encontrar uma solução para minha vida profissional (arranjar um bom emprego e investir em outras coisas), (2) cuidar do meu namorido-amado, (3) tentar cuidar melhor dos amigos e família, (4) voltar aos estudos espirituais, (5) colocar a saúde em ordem.

Confesso que por enquanto só tenho gastado muuito tempo com a questão profissional. Muuita energia só nisso. Mas quem sabe se eu fizer uma agendinha e for disciplinada consigo arrumar essa bagunça? Alguém tem mais dicas? 😉

O fim do sedentarismo?

Aos poucos acho que finalmente estou tirando as teias de aranha. Ainda não me matriculei numa academia, não voltei a fazer kung fu, não voltei a dançar. Mas estou me mexendo como posso em casa e fora de casa. Hoje estava uma linda manhã de sol e foi irresistível dar umas voltas. O sedentarismo prolongado custa caro, estou bem devagar. Mas enfim estou me mexendo! Quando estiver mais estável ($) provavelmente volto a dançar! yeah!

Percebi que realmente a solução para minha preguiça e desânimo é simplesmente sair fazendo um monte de coisas, resolvendo tudo, tirando todos os atrasos materiais, espirituais, físicos, de saúde etc etc. É o “A Vós Confio”. Não deixar para mais tarde…. etc Ou se preferirem, o tal do just do it.

Sedentarismo Parte III – Dança

Antes da escalada, esqueci de outra tentativa anti-sedentarismo: a dança do ventre. Um dia, numa aula de francês, eu estava conversando com meu professor figura sobre alguns probleminhas de saúde e ele, com o sotaque afrrrancessado dele, sugeriu que a dança do ventre seria ótima para resolver esse meu desequilíbrio no chakra x. Na época eu não entendia nada de reiki, chakras, energia etc, isso era 2001 ou 2002. Só sei que resolvi experimentar para ver se dava uma circulada na energia…

Caí no espaço Oriental Mix, da Profa. Patrícia Bencardini. E pra minha sorte, ela é ótima. A dança do ventre é apaixonante. Apesar de algumas pessoas terem preconceito, acharem vulgar, brega etc, a dança tem uma profundidade, beleza, desafio, força e significado absurdos. E eu só pratiquei alguns meses em 2002. Mas a música que ensaiavámos naquele ano para apresentação eu ouço até hoje e é das coisas mais alegres, fortes e cheias de energia que eu já ouvi.

Naquela época tive que largar para estudar para a OAB. O único horário livre (sábado de manhã) tinha que ser dedicado ao cursinho.

Seis anos depois, após estudar e me identificar com a Antiga Arte, a Deusa, os deuses, as deusas, voltei a procurar a dança do ventre como uma forma de conexão, aprendizado, autoconhecimento e pura diversão. Depois de rodar muito, acabei escolhendo fazer aula com a Profa. Andreza Santana, que por algum “acaso” é aluna da Patrícia. E é tão competente quanto, linda, dedicada, divertida.

As aulas foram poucas (acho que só uns 4 meses), acabei largando por causa de incompatibilidades com a escola e outras prioridades. Mas as descobertas eram divertidíssimas. Comecei a ver os paralelos com o Tai Chi, comecei a perceber o quanto aquela arte tinha para oferecer e ensinar durante muito tempo… Xi, é difícil demais para eu entender com tão pouca prática. Enfim, recomendo muito.

Sedentarismo Parte II – Climbers

Vamos continuar as histórias. Depois do fiasco do time de softbol, acabei fazendo só musculação na Runner. Eis que um dos meus amigos mais próximos na época (Zé) começou a ficar viciado em escalada (indoor e outdoor). Ele aprendeu tudo na raça. E rápido. E nessas idas dele ele sempre convidava nós, amigos perdidos dele (Ana, Mary), que gostavam de natureza tanto quanto ele. Nem lembro direito como as coisas começaram.

Falando primeiro do amor pela natureza, o divisor de águas para mim foi a viagem para Ilha Grande em 2002 (ou 2001?! ai ai não lembro). Eu nunca tinha acampado na vida e o Zé me chamou para ir numa viagem cheia de gente para dar a volta na ilha. Eu era tosca e levei uma mochilona meio molenga emprestada no cunhado. Minha irmã ainda falou: “Você vai dar a volta na ilha com a mochila nas costas?? Você não vai aguentar! Vai chorar”. heheheheh

Foram umas 10 pessoas e não sei quantos dias de caminhada. Muita chuva, muita história, praias lindas, tombos, muitas picadas, muito salame e macarrão (ah, eu não era vegetariana ainda), muita dor no pé (“ashi ga itai, ashi ga itai…” virou até música). Todo mundo emagreceu uns bons quilos. Os pais se assustaram com o retorno dos filhos com a cara chupada e olhos fundos (um exagero). Mas foi uma das melhores viagens que fiz na vida.

Enfim, depois disso me apaixonei pela natureza, as caminhadas, os acampamentos, as mochiladas, montanhas e desafios.

Depois comecei a  ir na 90 graus, comprei cadeirinha, sapatilhas, saquinho de magnésio, livro do Beck, mudei meu programa na Runner para ficar fortona… fui fazendo o possível. Aprendi um monte de coisas na época e fui tutoriada com muita paciência pelo Aildo.

Enfim, hoje não escalo mais, mas com certeza foi a atividade mais desafiante e exigente que eu fiz e que me levou para os lugares mais bonitos possíveis. Ainda lembro do medão na Pedra do Baú, da subida no Dedo de Deus… tudo maravilhoso.

Voltar a escalar? Quem sabe? Não é dos esportes mais baratos… definitivamente. E sempre precisamos de um companheiro para segurar as pontas. E sim, é um esporte perigoso e exige bastante. Mas o crescimento pessoal, o desafio, o senso de responsabilidade, companheirismo, superação, a diversão e os cenários maravilhosos são impagáveis.

do site Climbing Railay Beach Thailand
do site Climbing Railay Beach Thailand

Sedentarismo Parte I

Férias combina com preguiça, sofá, chocolates e travesseiro. E eu, que sou uma grande pecadora quando se trata de “gula” e “preguiça”, tenho sido tomada como nunca pelos pecados nessas férias. Ok, vocês devem estar me imaginando gorda e esparramada na cama escrevendo este post, mas ainda não cheguei nesse ponto. Então resolvi divagar um pouco sobre os esportes e o sedentarismo.

Começando pelo histórico familiar, incrivelmente meus pais foram muito bons em esportes. Meu pai era atleta profissional de halterofilismo, campeão panamericano, mundial, chiquérrimo, forte, garoto propaganda e tudo mais. Engraçado pensar nisso. Minha mãe, pelo que fiquei sabendo, também era muito boa em esportes, vôlei, atletismo… acho que ela só não era profissional quase indo para as olimpíadas, como meu pai.

Eis que o casal atleta teve três lindas filhinhas. Mas a decepção foi grande quando eles viram pela primeira vez minha irmã chegando em último lugar no undokai da escolinha. Eles pensaram: “bem, elas não puxaram a gente”.

E foi exatamente o que as menininhas acreditaram. As três eram aquelas alunas que ficavam por último na hora de escolher time na educação física. Uma tristeza. Minha irmã, se não me engano, chegou a ficar de recuperação em educação física! Alguém já viu isso?

Comecei a fazer algum esporte só na faculdade. Era naturalmente péssima em tudo, mas como eu tinha sangue japonês me chamaram para fazer parte do inexistente time de softball da faculdade. Eu topei, afinal a farra era boa, os jogos de beisebol eram divertidíssimos. Mas acabei tomando muito gosto pela coisa. Foi paixão mesmo. E eu era péssima! Levava bolada na cara, corria pro lado errado, fazia as coisas mais ridículas e ainda era zoada pelo técnico. Mesmo assim ganhei um trofeuzinho da sanfran por causa da dedicação toda que eu tinha. Depois de um tempo acabei abandonando, mas por motivos nada esportivos. Confesso que até hoje gosto e lembro com gosto dos momentos no campo, treinos longos, treinos à noite… Acho que quando for velhinha e morar no Canadá eu vou jogar de novo.

Na parte II eu falo das outras tentativas anti-sedentarismo.