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Alegria em primeiro lugar

“Sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria”.

“A inteligência é a nossa capacidade de conhecer e manipular o mundo. Ela tem a ver com o poder. A sabedoria é a graça de saborear o mundo. Ela tem a ver com o amor”.

“É preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento. Perdemos a alegria porque pensamos que ela virá no futuro, depois de algum evento portentoso que mudará nossa vida”.

(Rubem Alves)

Hoje terminei de ouvir uma entrevista do Hay House Summit com a Esther Hicks e achei muito, muito boa. É tanta informação (e ainda em inglês) que não deu para pegar tudo, mas fiz algumas anotações. Uma mensagem muito importante que ela passou (ou melhor, ela junto com Abraham) foi: coloque o foco na alegria. Segundo eles, as pessoas põem ênfase demais no crescimento/desenvolvimento e a alegria é mais importante. Nunca tinha pensado dessa maneira.

A conversa era sobre muitas coisas, sobre vida e morte, alinhamento com o universo e lei da atração (e eu que já estava com birra da história do “Segredo”… rs). Ela fala bastante da importância de nos alinharmos com o universo, em termos vibracionais.  E pensando nisso lembrei que as pessoas mais alegres (e engraçadas) que eu já conheci têm um puta alinhamento com o Universo. Nem sei se elas têm consciência disso, mas o bom humor e leveza delas costuma trazer coisas boas automaticamente, parece que a ligação com o Universo é muito próxima. É muito doido isso, mas é fato. E quem não adora estar próximo de pessoas alegres e que fazem a gente morrer de rir? Pois é, o Universo também rs. Pelo jeito essa é a frequência certa ^_^

Desejo muita, muita alegria para vocês. Muitos sorrisos, muitas risadas espontâneas (aquelas de doer a barriga).

buddha2 Laughing-Buddha

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Comunique-se…

“Bons relacionamentos são baseados em uma boa comunicação que vem dos bons sentimentos. A habilidade de ouvir com atenção e apreciação é uma forma de proporcionar esses sentimentos. Ouvir não é algo passivo mas uma atitude ativa de dar respeito e espaço aos outros para que eles possam expressar a si mesmos calmamente e abertamente. Ouvir é um ato de amor.” (Org. BKumaris)

[post produzido num momento de insônia, à base de tylenol e reiki]

Tenho aprendido um monte ultimamente. E as pessoas que têm me ensinado mal sabem o quanto elas me fazem crescer. Um dia ainda vou contar para elas. Mas enquanto não posso contar a cada uma delas as coisas mágicas que elas fazem, eu posso ao menos fazer um textinho e dizer que adoro ouvi-las.

Se tem uma coisa com a qual eu nunca me acostumei foi o silêncio japonês. Respeito mega master absurdos a cultura dos meus antepassados. Mas acho que pelo fato de eu ter nascido aqui no Brasil eu nunca consegui me adaptar à comunicação implícita, à falta de palavras, o dito que não foi dito, as coisas que estão na entrelinhas. Socorro! Será que eu que sou muito devagar? rs Quer falar, fala na caaaraaa! rs

E eu sou uma pessoa que gosta de falar, gosta de ouvir, gosta de saber de tudo e de todos. Se me deixarem acho que fico conversando milhões de horas com as pessoas… (aliás, sabem que é por isso que tenho um blog né? Eu gosto tanto de falar e tenho tanto para pôr pra fora que o blog ajuda a dar vazão)

Enfim, isso aqui é só uma ode ao diálogo… rsrs Estou aqui achando super mágico o quanto a franqueza e a sinceridade das pessoas que eu gosto estão me ensinando um monte. Falem tudo. Basta não esquecer de também abrir os ouvidos e o coração.

“SOBRE O AMAR E O OUVIR: Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito… A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que por sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados a solidão. Quem só fala e não sabe ouvir é um chato… O ato de falar é um ato masculino. Fala é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido… Já o ato de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado. Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 1001 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor”. (Rubem Alves)

‘Lindo’…

“Esta palavra tão abusada – “lindo”: o que ela quer dizer? Ela quer dizer que a coisa a que damos o nome de “lindo” faz amor com a nossa alma. Quando dizemos que algo é lindo, estamos confessando como somos por dentro. As coisas são espelhos onde nos refletimos”. (Rubem Alves)  [eu sei que estou repetindo a frase, mas achei muito boa para expressar o momento… rs]

Ai.

Então.

Kkkkkkkk.

Eu estava sensível, um pouco revoltada. Agora estou travada, desmontada… com o coração preenchido e bobo, com uma vontade de chorar, sem saber o que fazer. [suspiro]

Ninguém vai entender nada do meu post, mas não importa. Quem gosta de mim vai saber que estou bem. E a pessoa linda que causou esse efeito único em mim hoje vai reconhecer.

O fato é que Rubem Alves, pra variar, nunca esteve tão certo. E mais do que nunca eu acredito que a gente só enxerga nos outros aquilo que está dentro da gente. É aquela velha história. Quem vê raiva fora tem raiva dentro. Quem sente rancor por alguém lá fora tem rancor lá dentro. E a beleza e pureza que nós enxergamos nos outros está dentro da gente e não só nos outros. Nós apenas somos capazes de reconhecer nas outras pessoas aquilo que é nosso. E não tem coisa mais gostosa do que ter olhos e reconhecer o outro. Dá uma sensação de que o tempo não importa.

São duas da manhã. E eu vou dormir sorrindo :’)

O Reflexo que Dói

“Álvaro de Campos tem um verso que diz mais ou menos assim: “Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim”. Intervalo, um espaço indefinido onde a minha verdade se perdeu, enfeitiçada pelo pedido dos outros. Os outros pedem que não sejamos o que somos; que sejamos só o que eles desejam. E ficamos sem rosto. Só máscaras. Cebolas sem cerne, só casca. O Diabo nos coloca entre o martelo e a bigorna e vai nos forçando a tomar decisões. Pode ser que, ao final, tenhamos a experiência suprema de horror. Quando, diante do espelho, não vemos rosto algum, apenas os rostos de outros. Acho que é por isto que todo mundo fala mal do Diabo: porque, além de ser ferreiro de martelo e bigorna, é também especialista em beleza, com espelho na mão. E o reflexo no espelho dói mais que o martelo na bigorna” (Rubem Alves)

SuperMetal Peoplefobia

Uau, isso poderia ser o nome da minha banda de metal!! Quem conhece os 5 elementos chineses e as minhas loucuras deve entender o título desse post. Estou de férias e ando meio esquisita, muito metal, antecipando o inverno e a hibernação. E na verdade é um momento contraditório. Não, na verdade, eu sou super contraditória.

Eu tenho um amor enorme por artes, música, dança, diversão, palco e tudo mais. Deve ser o sol em libra, a lua em touro, o ascendente em sagitário e whatever. Mas ao mesmo tempo eu sou “totally metal”, tenho tendência a me recolher e ficar trancada no quarto, ouvindo música, lendo um livro, tudo que me faça estar longe da multidão. A pressão de ser perfeita, impecável me deixou meio maluca. A japonesice também me trouxe efeitos colaterais. As japonesinhas tradicionais devem ser ainda mais impecáveis, rir baixo, olhar para baixo, serem discretas e invisíveis.

Que coisa horrível… acho que é por isso que eu ando lendo Osho. As pessoas têm um mega preconceito dele, mas tenho que admitir que ele tem textos muito bons. Em alguns momentos me lembra a simplicidade e a beleza de Rubem Alves, em outros, o tal do poder o agora do Eckart Tolle. Enfim, é a sabedoria básica que nós todos deveríamos ter mas não estamos acostumados… Ser livre, ser simples, ter coragem de ser qualquer coisa, viver o momento, viver a eternidade, não ter preconceitos e frescuras, não ter apego, não usar máscaras. A gente sabe o que deveria fazer, mas vive fazendo o que não deve.

Liebe

Esta palavra tão abusada – “lindo”: o que ela quer dizer? Ela quer dizer que a coisa a que damos o nome de “lindo” faz amor com a nossa alma. Quando dizemos que algo é lindo, estamos confessando como somos por dentro. As coisas são espelhos onde nos refletimos. (Rubem Alves)

Semideuses (parte II daquele post)

“Álvaro de Campos tem um verso que diz mais ou menos assim: “Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim”. Intervalo, um espaço indefinido onde a minha verdade se perdeu, enfeitiçada pelo pedido dos outros. Os outros pedem que não sejamos o que somos; que sejamos só o que eles desejam. E ficamos sem rosto. Só máscaras. Cebolas sem cerne, só casca. O Diabo nos coloca entre o martelo e a bigorna e vai nos forçando a tomar decisões. Pode ser que, ao final, tenhamos a experiência suprema de horror. Quando, diante do espelho, não vemos rosto algum, apenas os rostos de outros. Acho que é por isto que todo mundo fala mal do Diabo: porque, além de ser ferreiro de martelo e bigorna, é também especialista em beleza, com espelho na mão. E o reflexo no espelho dói mais que o martelo na bigorna” (Rubem Alves)

 

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