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Mudança de estação…

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

Feliz Equinócio de Outono!! Feliz dia. Feliz equilíbrio. Felizes mudanças…

Eu queria achar um bom poeminha ou prece para a estação mas não encontrei um que combinasse com o que está na minha cabeça e coração hoje. Vi alguns poemas tristes. O outono tem uma tendência introspectiva e muitas vezes triste. Mas apesar de eu ter ficado triste hoje várias vezes, neste exato momento eu não estou nessa vibe. Então escolhi o poeminha do Pablo Neruda. Eu também quero amor sem fim, também quero ver as próximas estações… também quero os olhos do meu amor.

Mas enfim. Quero acima de tudo que as coisas velhas vão embora. Que as coisas passadas fiquem no passado. Que os sentimentos ruins vão embora. Que as coisas bonitas fiquem na memória. Que as dores deixem apenas a sabedoria e o aprendizado. Que cada um colha exatamente aquilo que plantou e desejou. Que, dentro do possível, o mundo colha mais amor, mais sabedoria, mais tolerância e mais luz. Bom início de estação.

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Feliz equinócio de primavera!

Hoje é dia de equinócio da primavera! “A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo”. Eu sempre gostei muito da data, mesmo antes de estudar religiões ‘neopagãs’ e visitar eventos de religiões japonesas antigas. Talvez porque seja muito próximo do meu aniversário e eu sempre associei como um momento duplo de renovação de ciclo. Sobrevivi o inverno e agosto, mês do cachorro louco, agora é relaxar e gozar. Comemorar rs. Tudo bem que este ano o inverno foi bizarramente quente, mas não deixa de ser inverno. O que importa é que cada um arruma suas loucuras e momentos de parar para fazer uma reflexão e agradecer os presentes da vida.

Mas entendo que os antigos eram sim espertos de celebrar os ciclos da natureza e viver de acordo com eles. Conectar-se com o resto do mundo e da natureza é esperto. Conectar-se com algo maior, com o universo, com aquilo que você acreditar é importante. A questão não é fazer parte de uma religião, a questão é ter fé. Ter fé e perceber que você não é um bicho sozinho no seu mundinho. Perceber que você faz parte de algo maior e que tudo está conectado de alguma forma. Se você acha o mundo feio e podre, lembre-se de que você também é o mundo e podia estar sendo menos feio. (Lembrando sempre de Gandhi: be the change you wish to see in the world) (ou na versão Gabriel o Pensador: Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente).

No facebook é tudo meio 8 ou 80. Tem pessoas que mostram a fé fervorosa e fazem vários posts sobre Deus. Tem outras que são completamente céticas e ficam reclamando da religião alheia e do quanto as pessoas são cegas. Alguns poucos são um pouquinho equilibrados. O fato é que quando o assunto é fé e crenças o bicho pega. Ninguém está a fim de aceitar as crenças alheias. Religião alheia irrita, frases de auto-ajuda irritam, pessoas amargas demais ou felizes demais irritam. O facebook é pura intolerância.

Enfim, tudo isso para dizer que não importa qual é a sua crença. E não importa se você frequenta igreja, se você é ateu mas tem medo de fantasma. Acho que o importante é ter sua própria fé e consciência. Ficar criticando as crenças alheias não leva a nada, só mostra que a gente é intolerante e amargo. Ficar com peso na consciência porque a gente não é ambientalista ou não visita crianças doentes no hospital também não adianta nada. Antes de sentir peso na consciência de não ajudar o mundo a gente precisa no mínimo ajudar a nossa família, amigos ou pessoas mais próximas. A gente precisa saber se está fazendo o melhor pela gente e nas pequenas coisas. O que não pode é ficar parado reclamando de si mesmo e do mundo, como eu sempre fiz rsrs.

Bom equinócio e reflexão a todos!

Aaaaa Férias de Verão…

Bom, enquanto eu não estou com trabalhos ou empregos novos, estou aprendendo a relaxar um pouco mais, eliminar as preocupações e aproveitar as coisas gostosas das férias. Eu sou apaixonada pelo verão… (ok, teoricamente ainda não é verão, mas 31 de outubro foi o ápice da primavera e praticamente o início do verão, tanto é que 21 de dezembro é chamado de MIDsummer). Não sei se eu adoro o verão porque me lembra férias, preguiça, viagens, praia, namoro…

O calor às vezes é demais mesmo, mas refrescar-se na varanda sentindo a brisa à noite é muuito bom. E ontem com a chuvinha, tava mais gostoso ainda. Eu adoro varandas, chuvinhas rápidas de verão, ventos frescos noturnos, a noite, a lua, e o sol também. Como estou sem fotos apropriadas, vou colocar imagens nada a ver. Mas é só pra colorir um pouco o blog. Bom final de semana!

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No sítio dos Kadomoto. Saudade da forma do leque
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Molhando os pés em Picinguaba

Praiaaaaa

 

DSCN1377
Picinguaba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Última semana no trabalho… E estou sem idéias de posts por enquanto! Os gatinhos vão super bem, obrigada! Estão lindos, depois ponho mais fotos. Estou feliz. Falta organizar decentemente a vida! E está chegando dia 31 de outubro! Dia das bruxas lá no hemisfério norte, Beltaine por aqui. Dia de los muertos e tal. É um dia bem interessante. Enjoy!!

 

Last rose of summer…

‘Tis the last rose of summer

Left blooming alone;
All her lovely companions
Are faded and gone;
No flower of her kindred,
No rosebud is nigh,
To reflect back her blushes,
To give sigh for sigh.

I’ll not leave thee, thou lone one!
To pine on the stem;
Since the lovely are sleeping,
Go, sleep thou with them.
Thus kindly I scatter,
Thy leaves o’er the bed,
Where thy mates of the garden
Lie scentless and dead.

So soon may I follow,
When friendships decay,
From Love’s shining circle
The gems drop away.
When true hearts lie withered
And fond ones are flown,
Oh! who would inhabit,
This bleak world alone?

The Last Rose of Summer is a poem by Irish poet Thomas Moore, who was a friend of Byron and Shelley. Moore wrote it in 1805 while at Jenkinstown Park in County Kilkenny, Ireland. Sir John Stevenson set the poem to its widely-known melody, and this was published in a collection of Moore’s work called Irish Melodies (1807-34).

Em homenagem ao Equinócio de Outono.

Eu só conheci esse poema por causa da gravação do Celtic Woman e a versão delas ficou linda. O poema em si é muito bonito e nada mais apropriado para o fim do verão. Citando o e-mail do pessoal do EcoRASA: “Em 2009 o Equinócio de Outono ocorre dia 20/03, para várias culturas, como a celta, é um dia especial relacionado ao descanso da colheita e comemoração, uma época de balanço, instrospecção e agradecimento aos Deuses por tudo o que foi colhido. Além disso temos no dia 21/03 o início do ano zodiacal, que em 2009 será regido pelo Sol, o astro que representa a luz, a vida e o calor. Simboliza o conhecimento, a busca de realizações, a capacidade criadora e a verdadeira individualidade”.

Uma ótima celebração a todos e início de outono!