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Until the eeeend?

Hoje eu estava pensando em algo que me incomoda. Eu costumo ter persistência para algumas coisas em especial e para outras, zero. Sério, acho que isso é algo muito bizarro.Isso logicamente tem a ver com comprometimento e os compromissos que nós mantemos com a vida e com nós mesmos. Muitos compromissos no fundo não foram compromissos de verdade. Por exemplo, estudei várias línguas (inglês, espanhol, japonês, francês) e nenhuma foi com profundidade e dedicação super intensa. Eu já fiz softbol, escalada, kung fu, musculação, dança do ventre, jazz, tai chi, shuai chiao, qi gong, cantoterapia, canto, coral… e na verdade não tomei nenhuma dessas coisas de verdade pra mim ainda. Fui apaixonada por muitas dessas coisas, mas não assumi o compromisso verdadeiro de persistir, no matter what.

Isso me lembra uma matéria que eu li numa revista de yoga (não faço yoga, mas achei que a revista parecia boa…), que  fala sobre a importância de conhecer a si mesmo, conhecer seus “metacompromissos” para tomar boas decisões na vida. Vai aí um trecho:

“O compromisso tem dois lados distintos: ele é pré-requisito para a profundidade. Sem compromisso, a vida é um vale-tudo, relacionamentos são apenas encontros casuais e a prática é meramente superficial. Você não consegue escrever um livro, criar uma criança ou aprender uma língua sem estar comprometido de coração. Nossa capacidade de compromisso nos possibilita o progresso”.

E é verdade, sem compromisso a gente acaba abandonando certas coisas quando a primeira desculpa aparece. Ah, não deu tempo. Ah, hoje choveu! Xi, estou sem dinheiro. Tudo é desculpa. Obviamente a gente não precisa fazer tudo para sempre com disciplina de monge. É importante também conhecer atividades diferentes, experimentar, brincar. Mas por que não adotar algumas com compromisso sério? Depois eu falo sobre os “metacompromissos”. Bom comprometimento para todo mundo!

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Haja fé

Bom, agora que a mudança está quase concluída, o desejo e desespero por um novo trabalho vai ficando beem grande. Mas, bem, já fiquei desempregada loongos períodos. Em 2007 por exemplo fiquei desde janeiro até agosto. Nesse período terminei a dissertação, defendi, fiz muitos bicos e assisti muitos animes. Foram praticamente 8 meses.

Hoje faz mais ou menos uns 3 meses que estou de “férias”. Acho que um trimestre está mais do que bom, não? Agora vou fazer um plano estratégico gigante para conseguir alguma coisa, nem que seja ficar entregando jornal em evento, igual fiz em 2007.

Acho que todos deveriam ter férias prolongadas no inverno!! Tá muito friooooo. Mas agora já está mais do que na hora. Desejem-me sorte!

O fim do sedentarismo?

Aos poucos acho que finalmente estou tirando as teias de aranha. Ainda não me matriculei numa academia, não voltei a fazer kung fu, não voltei a dançar. Mas estou me mexendo como posso em casa e fora de casa. Hoje estava uma linda manhã de sol e foi irresistível dar umas voltas. O sedentarismo prolongado custa caro, estou bem devagar. Mas enfim estou me mexendo! Quando estiver mais estável ($) provavelmente volto a dançar! yeah!

Percebi que realmente a solução para minha preguiça e desânimo é simplesmente sair fazendo um monte de coisas, resolvendo tudo, tirando todos os atrasos materiais, espirituais, físicos, de saúde etc etc. É o “A Vós Confio”. Não deixar para mais tarde…. etc Ou se preferirem, o tal do just do it.

Sedentarismo Parte I

Férias combina com preguiça, sofá, chocolates e travesseiro. E eu, que sou uma grande pecadora quando se trata de “gula” e “preguiça”, tenho sido tomada como nunca pelos pecados nessas férias. Ok, vocês devem estar me imaginando gorda e esparramada na cama escrevendo este post, mas ainda não cheguei nesse ponto. Então resolvi divagar um pouco sobre os esportes e o sedentarismo.

Começando pelo histórico familiar, incrivelmente meus pais foram muito bons em esportes. Meu pai era atleta profissional de halterofilismo, campeão panamericano, mundial, chiquérrimo, forte, garoto propaganda e tudo mais. Engraçado pensar nisso. Minha mãe, pelo que fiquei sabendo, também era muito boa em esportes, vôlei, atletismo… acho que ela só não era profissional quase indo para as olimpíadas, como meu pai.

Eis que o casal atleta teve três lindas filhinhas. Mas a decepção foi grande quando eles viram pela primeira vez minha irmã chegando em último lugar no undokai da escolinha. Eles pensaram: “bem, elas não puxaram a gente”.

E foi exatamente o que as menininhas acreditaram. As três eram aquelas alunas que ficavam por último na hora de escolher time na educação física. Uma tristeza. Minha irmã, se não me engano, chegou a ficar de recuperação em educação física! Alguém já viu isso?

Comecei a fazer algum esporte só na faculdade. Era naturalmente péssima em tudo, mas como eu tinha sangue japonês me chamaram para fazer parte do inexistente time de softball da faculdade. Eu topei, afinal a farra era boa, os jogos de beisebol eram divertidíssimos. Mas acabei tomando muito gosto pela coisa. Foi paixão mesmo. E eu era péssima! Levava bolada na cara, corria pro lado errado, fazia as coisas mais ridículas e ainda era zoada pelo técnico. Mesmo assim ganhei um trofeuzinho da sanfran por causa da dedicação toda que eu tinha. Depois de um tempo acabei abandonando, mas por motivos nada esportivos. Confesso que até hoje gosto e lembro com gosto dos momentos no campo, treinos longos, treinos à noite… Acho que quando for velhinha e morar no Canadá eu vou jogar de novo.

Na parte II eu falo das outras tentativas anti-sedentarismo.