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Fale mal…

“Give so much time to the improvement of yourself that you have no time to criticize others”. (Christian Larson)

Hoje vou escrever de algo que vem me incomodando profundamente. Já que me incomoda tanto melhor pôr pra fora né? Eu tenho uma tendência a me incomodar muito quando vejo pessoas falando mal ou com raiva de outras pessoas ou coisas. Mas no geral o “falar mal” feito de maneira leve, irônica ou bem humorada não me incomodam. Afinal, existem maneiras e maneiras para se expressar uma opinião. O que mais me incomoda é quando as pessoas destilam veneno, falam das pessoas/coisas com desprezo, com nojo, raiva, sem respeito, com agressividade. De modo geral a agressividade gratuita me irrita muito.

Eu sempre tive uma admiração muito grande por pessoas que conseguem manter um diálogo sem criticar de maneira destrutiva ou sem falar mal de qualquer coisa num certo espaço de tempo. Existem pessoas que são pura positividade e leveza: conseguem ser engraçadas, criativas e divertidas sem destruir agressivamente nada, sem ter que se sentir superior a nada. E mesmo quando brincam com o defeito ou erro de outra pessoa, é quando a pessoa está presente e tudo é levado no bom humor. Afinal, a gente tem mais é que rir de tudo…

Acho que na verdade o “falar mal” às vezes cria uma atmosfera esquisita, ruim. A maioria das pessoas acha besteira, mas eu me sinto mal. E sim, isso é um defeito meu, porque eu não tenho que ser influenciada pelo veneno alheio. Mas que a energia fica péssima, isso fica. Eu preciso aprender a parar de absorver as coisas de fora, tendência do mal essa.

Mas, enfim, as pessoas vão dizer que quando alguém fala alguma coisa está falando de si mesma blá, blá, blá. Acho que pode ser sim! Afinal a gente só destila coisas ruins para fora se no nosso interior as coisas estão sujas e feias. Quem tem caca nos olhos, só vê o mundo cacado. Quem tem beleza nos olhos, só vê a beleza do mundo. Quando você está com raiva de si mesmo, fica com raiva de todo mundo.

“O que vemos não é o que vemos, senão o que somos” (R. Alves).

Então, é isso, deixa eu parar de falar mal das pessoas que falam mal! Eu só desejo que o mundo seja mais leve e agradável. Dizem os astrólogos que os librianos têm esse problema, eles gostam das coisas bonitas e detestam coisas de mau gosto, feias e desagradáveis. Mas é só uma questão de bom senso. Abaixo vai um trecho de um preceito budista (acho que é zen), para completar. Desejo boas palavras para todo mundo.

6. Eu decido não falar sobre as falhas de outros, mas sim ser compreensivo e solidário.

Este preceito deriva de nossos esforços para construir harmonia social e compreensão mútua. Declarações falsas e maliciosas, por sua própria natureza, são atos de alienação que originam-se de uma percepção ilusória de oposição entre “eu” e “outros”. Geralmente a injúria traz como conseqüências a dor para os outros, e a fragmentação para a Sangha. Quando surgir a intenção de injuriar, esforçar-se para compreender as raízes deste impulso já uma expressão deste preceito. E mesmo quando uma afirmação difamatória é consistente com os fatos, aqueles que se engajarem em criticismo gratuito podem ser feridos pela influência negativa que resulta do ato de falar de forma insistente nas falhas de outras pessoas.


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Simplicidade Vs. Pobreza

“A expressão simplicidade voluntária deixa claro que ter uma vida mais simples é questão de escolha, de estarmos mais conscientes do que queremos, de quais são os propósitos da nossa vida. E esclarece: não se deve confundir simplicidade com pobreza. Simplicidade é escolha, pobreza não. Simplicidade tampouco tem a ver com negar a tecnologia afinal, ela é muito útil. E muito menos significa mudar-se para uma cabana na floresta. A idéia é simplificar a vida onde se está, com o que se tem – e a maior parte das pessoas que já fazem isso vive nas cidades”.

Mais um capítulo sobre a simplicidade e o material.  Quando o assunto é dinheiro, riqueza, simplicidade, materialismo, existem alguns preconceitos ou comportamentos típicos. (Eu só estou resumindo coisas que eu li e observei…)

1) “Sou classe média, quero ficar rico e feliz e trabalho feito um louco como funcionário”: esses são aqueles que o Alex cita no blog dele, ou os que estão na “corrida dos ratos” do livro Pai Rico, Pai Pobre. Seria algo como: tenho um emprego até bom, dependo do meu emprego, trabalho muito, gasto bastante para ser feliz, mas também quero ser rico e ganhar mais dinheiro, só não sei como, acho que é trabalhando muito. Esse pensamento teoricamente é o ciclo da corrida dos ratos, não é muito libertador.

2) “Não ganho muito, sou feliz assim, não vou ser rico e não gosto de falar de dinheiro”. Acho que este perfil talvez seja parecido com o da simplicidade voluntária, o problema está no “não gosto de falar de dinheiro”. Acho que isso pode ser algum preconceito ou negação. Se a gente não cuida das próprias finanças e não fala sobre elas, não estuda sobre dinheiro, como vamos administrar nossas contas da maneira mais prática e inteligente?! O problema disso é que o dinheiro acaba sendo desperdiçado ou mal gasto. Ou então poderia ser bem investido numa boa, mas não está.

3) “Não tenho muito, e também não acho que tenho o direito de ganhar muito dinheiro, não sou disso”. Isso parece uma simplicidade involuntária estranha. A pessoa acha que nunca vai ganhar dinheiro porque está destinada para ser simples, e não porque não quer ganhar mais. Ela é inteligente, estudou, mas ganhar dinheiro parece ser coisa de gente ruim e egoísta, então decide dizer que é pobre ou simples por opção.

Enfim, isso tudo está bem generalizado, mas o essencial está na citação lá no começo. Simplicidade não é pobreza e não é negar a importância do dinheiro, do trabalho, da tecnologia.

Simplicidade é só ser consciente das próprias prioridades e escolhas, sabendo cuidar bem dos seus próprios bens e sem ser prisioneiro de nada, seja do consumo, do vício, do emprego.

Para ser livre mesmo, eu acho que a gente precisaria estar com as contas e fluxo de caixa bem administrado, livre de vícios de compras, consciente do que é mais importante e correndo atrás dos nossos sonhos.


Winter Blues

Because the sky is blue, it makes me cry…

Às vezes acho bom postar mesmo a realidade e desencanar do que o mundo bizarro e os preconceitos vão pensar. Aliás, prefiro escrever como estou mesmo e parar de fingir que estou só saltitando de felicidade para que meus amigos também entendam que às vezes eu sumo ou tenho comportamentos suspeitos apenas porque não estou tão bem e preciso de um pouco de recolhimento. Todo mundo tem suas fases, a diferença é que a gente sempre se esconde atrás do que pode. No orkut, flickr ou coisas assim, a gente só vê fotos de pessoas felizes, casando, se formando, se embebedando etc. Tentamos sempre mostrar só o lado mais bonito. Talvez seja para deixar o mundo mais bonito, mas também às vezes para nos escondermos.

O engraçado é que no twitter é o contrário, uma grande tendência é reclamar e desabafar, nem sempre ficar dando só notícias bonitas.

E é ótimo que exista um pouco de tudo. Obviamente eu não concordo com aqueles exageros de tristeza, agressividade, sujeira, falta de ética, exposição excessiva de coisas absurdas. Mas eu sou totalmente a favor da sinceridade das pessoas, que sabem se mostrar da forma que desejam, sem ferir ninguém, sem ferir a si mesmo, sem mentir, simplesmente mostrando um pouco de humanidade. Desabafar é bom mesmo. Sei lá, viva os desabafos e as verdades. E viva o mundo bonito, do jeito que ele é.

SuperMetal Peoplefobia

Uau, isso poderia ser o nome da minha banda de metal!! Quem conhece os 5 elementos chineses e as minhas loucuras deve entender o título desse post. Estou de férias e ando meio esquisita, muito metal, antecipando o inverno e a hibernação. E na verdade é um momento contraditório. Não, na verdade, eu sou super contraditória.

Eu tenho um amor enorme por artes, música, dança, diversão, palco e tudo mais. Deve ser o sol em libra, a lua em touro, o ascendente em sagitário e whatever. Mas ao mesmo tempo eu sou “totally metal”, tenho tendência a me recolher e ficar trancada no quarto, ouvindo música, lendo um livro, tudo que me faça estar longe da multidão. A pressão de ser perfeita, impecável me deixou meio maluca. A japonesice também me trouxe efeitos colaterais. As japonesinhas tradicionais devem ser ainda mais impecáveis, rir baixo, olhar para baixo, serem discretas e invisíveis.

Que coisa horrível… acho que é por isso que eu ando lendo Osho. As pessoas têm um mega preconceito dele, mas tenho que admitir que ele tem textos muito bons. Em alguns momentos me lembra a simplicidade e a beleza de Rubem Alves, em outros, o tal do poder o agora do Eckart Tolle. Enfim, é a sabedoria básica que nós todos deveríamos ter mas não estamos acostumados… Ser livre, ser simples, ter coragem de ser qualquer coisa, viver o momento, viver a eternidade, não ter preconceitos e frescuras, não ter apego, não usar máscaras. A gente sabe o que deveria fazer, mas vive fazendo o que não deve.

Somos smurfs eternamente insatisfeitos, reclamões e ranzinzas

“A satisfação é uma escolha, a insatisfação, um hábito”.

Não é impressionante como as pessoas adquirem o hábito de reclamar e estar insatisfeito com tudo? Não basta odiar o trânsito, odiar a cidade, odiar o chefe, odiar a sogra, o cunhado, a rua, a comida, o médico, a amiga, o programa de TV. Tudo incomoda. Até o fato de o seu chefe usar meias marrons te incomoda. O jeito da sua namorada pedir atenção te incomoda. O fato de a mulher na rua estar com a calcinha aparecendo te incomoda. O fato de o seu amigo te mandar um monte de e-mails te incomoda. O fato de aquela amiga nunca te mandar e-mails te incomoda. O fato de sua mãe sempre entrar nos lugares falando alto te incomoda. O fato de o médico usar a caneta do lado esquerdo da camisa te incomoda. Meu Deus!! Por que tanto incômodo nessa vida?

As pessoas não deveriam se preocupar um pouco com seu próprio mundo, sua própria vida e parar de encher o saco? Por que todos se incomodam com tudo? Se a pessoa não está fazendo mal a você, por que ficar incomodado com a mania ou escolha dela? Deixa a pessoa roer unha, ouvir pagode, andar de sapato de salto alto, usar cueca furada, usar regatinha justinha, cabelo colado na testa. Se a pessoa não mora sob o mesmo teto que você, não está incomodando seu espaço, não está atrapalhando sua vida, por que reclamar dela? Só pelo simples prazer de reclamar? O passatempo de muitas pessoas é ficar reclamando, falando mal dos outros, alimentando preconceitos, tirando sarro dos outros, ficando com raiva dos outros… Isso pra mim é falta do que fazer. E se a pessoa te incomoda tanto e você quer o bem da pessoa, vai lá e fala com sinceridade no que a pessoa pode melhorar. Chega de ficar resmungando.

Adendo com citação a Pocahontas

Complementando meu post sobre rótulos, preconceitos e conclusões, resolvi incluir uma parte da música Colors of the Wind, do filme “Pocahontas” (hehehe), porque achei que tinha tudo a ver.

 

You think the only people who are people
Are the people who look and think like you
But if you walk the footsteps of a stranger
You’ll learn things you never knew you never knew