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A alegria de cada um

Nossa, ontem me diverti horrores! Foi só diversão de cantar e dançar junto a noite toda com o povo do escritório. Acho muito engraçado como estou ficando com uma visão bem menos chata e rígida das coisas… Pessoas que trabalham juntas podem se divertir sim. Advogados não são todos malas e chatos. E você não precisa ter 20 anos de idade para gostar de dançar ou tocar numa banda. Tem muita gente que se acha super madura e velha e acha que dançar (em balada) é só para jovens; que cantar em karaokê é coisa brega; que tocar em banda é coisa de moleque; que gostar de rock e heavy metal é coisa de adolescente revoltado; que gostar de beber é coisa da faculdade. Todas essas premissas e preconceitos são muito limitados…

A questão não é que todos precisam gostar de cantar, dançar ou sair à noite. Cada um com suas manias. Pode ser video game, jogo de tabuleiro, anime, mangá, colecionar coisas, usar roupas diferentes, pintar o cabelo, fazer tatuagem, qualquer coisa. A questão é que as pessoas não deviam ficar se prendendo a faixas etárias, cada um faz o que quer dentro do seu próprio bom senso e alegria.

Estou largando o preconceito besta de que aos 30 anos as pessoas só trabalham, casam e têm filhos (apesar de o facebook mostrar só isso :P). Obviamente isso não quer dizer que acho legal ficar parasitando os pais e ficar vivendo eternamente na terra do nunca. Só acho que vou parar de ficar julgando as pessoas, afinal cada um tem que se divertir do jeito que for, não importa a idade. “If it harms none, do what you want”.

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MEGADETH!!

Sorry pelo caps lock, mas achei que fazia sentido. O show do Megadeth foi tão maravilhoso pra mim que não tenho muitas palavras. Eu sou fã deles desde a época do colégio e acho que fui em uns 3 shows deles antes. Um dos shows inclusive foi na noite anterior que eu prestei Fuvest em 1997. Acho eu… Eu estava no terceiro colegial (hoje não chama mais assim né?) e o show era no sábado à noite. Eu ia fazer a prova no domingo, mas eu precisava mesmo era ir no show… Então eu e minha irmã fomos e nossa mãe deu cobertura para que nosso pai não descobrisse. Falamos: “Pai, a gente vai no cinema e já volta!” (vestidas de preto…). Itterashaaaai! Ittekimaaasu! Fomos. E foi maravilhoso o show. E o melhor, eu passei na Fuvest. Isso foi em 1997.

Em 2008, o Megadeth veio de novo mas não consegui ir.

Dessa vez, com o aniversário de 20 anos do Rust in Peace, não podia deixar passar. “O quêeee? Eles vão tocar o Rust in Peace in-tei-ro? Aaaaah!!!” E valeu a pena…

Estou chegando aos 30 e ainda sou fascinada por Heavy Metal. Dizem que isso é coisa de adolescência, mas o que tem a ver? Menudo e New Kids on the Block são coisas de adolescente… heavy metal é igual música clássica, toca o coração oras, qual a diferença?

Ópera Orfeu e Eurídice

Para quem gosta, estou divulgando!

Para quem não sabe, eu fazia parte do Coral da Cidade de São Paulo, que é um coral comunitário, que faz um trabalho lindíssimo em repertório erudito. O pessoal é super esforçado e eles estão sempre avançando. Morro de saudades, tanto de cantar lá como das pessoas (não das 80 pessoas, mas de algumas com certeza! rs).  Vai ter uma série de apresentações, no CEU Butantã e depois no Teatro São Pedro. Quem puder prestigiar, vale a pena. Orfeu e Eurídice é uma ópera linda. Mais informações: http://www.coralsp.org.br/opera/

Mulheres Machas Pulando no Tigre

“Jump! Jump! Jump on the tiger! You can feel his heart but you know he’s mean!”

Esse título é o resumo daquilo que eu não consigo ser e que está pondo fim na quase-vocalista da quase-banda que eu estava cogitando. Vamos falar um pouco do meu histórico.

Eu adoro Heavy Metal e Rock, desde pequena. Quando eu tinha meus 12 anos, ok, eu ouvia Guns ‘n’ Roses, Skid Row, Poison e Warrant. (Tá, antes disso eu ouvia Xuxa provavelmente). Lá pelos 14 anos eu fui no meu primeiro show: Soul Asylum. Depois disso, foram todos os tipos de show: Megadeth (várias vezes!), Iron Maiden, Sex Pistols, Monsters of Rock, Gamma Ray, Helloween, Stratovarius, Smashing Pumpkins, Green Day, Bush, Epica, Within Temptation, Nightwish, Angra, etc. Hoje eu ouço principalmente Heavy Metal Melódico e Gothic Metal. Além de outras coisas divertidas como Jpop e a trilha sonora do Glee. O metal melódico de alguma forma sempre me deixou tão feliz e sempre foi tão perfeito que não tinha como ser meu tipo de música favorito. A influência de música clássica, as melodias bem feitas, os teclados, cravos, o vocal super afetado ou lírico, as letras poéticas ou estúpidas… tudo lindo. Não vejo muito sentido em falar de guerras, ogros e vikings maus, mas gosto de boa parte das letras do melódico. É muita diversão!

Eis que eu me vejo com o desafio de cantar uma música que fala para pular no tigre porque eu sei que ele é mau. Isso foi das coisas mais brochantes! O metal é ridículo em muitos momentos, mas o problema não foi o tigre, coitado, foi mais que eu não consegui ser macha para deixar a música legal. É uma pena, mas eu sou meio menininha mesmo.

Agora para quem me conhece, na vida ou nos karaokês, dêem uma olhada no vídeo abaixo e vejam se eu me encaixo bem no lugar desse careca tatuado com colete de espinhos. Aguardo opiniões!

Stratovariusss!!!!!!! \m/

Afe, quase esqueci de falar do show do Stratovarius!! A última semana foi super ocupada porque segunda tive aula de canto até altas horas, terça teve o show, quarta fomos buscar os gatinhos e daí pra frente foi cuidar dos filhotes e encaixar as coisas!

Por algum motivo bizarro, o show do Stratovarius caiu novamente no dia 20 de outubro, em plena terça-feira. Quando eu ainda estava na faculdade eles vieram perto desse dia ou nesse dia e eu não fui no show deles (burra!!), fui no aniversário de uma colega do escritório, numa balada perto da Vila Olímpia se não me engano e na volta eu vi umas pessoas de preto na rua.

Enfim, o que eu tenho a dizer é que o Stratovarius ainda é uma banda maravilhosa, com músicos muito bons e clássicos absurdos que dão vontade de chorar. Eu confesso que nem ouvi direito o Polaris, fui na fé de ouvir as músicas antigas e acho que valeu a pena. Isso que eu e a minha sister perdemos umas 4 músicas do começo, mas ainda assim valeu. Ouvir ao vivo “Black Diamond” (aaaaa que arrepio aquele começo…), “Father Time”, “Twilight Symphony” e “Forever”  não tem preço. Aaaaaaaaaaa!! Muito bom.

E o Kotipelto ainda manda muito bem, o resto da banda então, nem se fala… que baixista f***, droga, qual será o nome dele? Mas enfim, esses shows maravilhosos lavam a alma e me fazem mais feliz do que nunca!!!

A arte que não sai…

Bom, agora é quase 1 da manhã e eu tô aqui no youtube vendo videozinhos das minhas cantoras favoritas. Não sei por que tem essa coisa que eu não consigo desgrudar, esse  vício pela música, pelo canto, pela arte expressada pela voz. Aaaargh!! Eu mesma não sabia o quanto eu gostava disso. Cresci vendo meus pais cantando, vi minha irmã cantando, e meu pai disse que ficou botando Beethoven pra eu ouvir quando eu era bebê sei lá pra quê, acho que era para eu não fazer loucuras, e eu joguei os relógios dele (um pela janela e outro pela privada)… Mas enfim, eu gosto tanto tanto de ver as pessoas cantando que tenho a maior vontade do mundo de aprender isso. E o mais irônico é que eu sempre fui tímida demais, travada demais, pra dentro demais, para conseguir botar algo para fora ainda mais pela voz. Acho que não tem jeito. O jeito é continuar me apaixonando pelas músicas, me emocionando ouvindo as cantoras que gosto, e estudando canto sempre para aos poucos conseguir colocar pra fora tudo que está dentro e está há 29 anos aí engasgado. Droga, por que eu não me apaixono pelo Direito, pela burocracia, pelos processos, pela vida fechada dentro de ambiente com ar condicionado, pelas coisas duras e chatas que eu vejo o dia todo? Eu vejo pessoas apaixonadas pelos processos!! Isso existe, juro. Mas a gente definitivamente não escolhe as coisas que apaixonam e emocionam a gente. Sacoooooooooo.

Música…

“A surdez de Beethoven não era uma deficiência. Foi uma dádiva dos Céus. Incapaz de escutar as vozes exteriores, estava em condições de ouvir dentro de si próprio a voz de Deus”.

 Vitaly Margulis (n. Charkov, Ucránia 1928)
 

O ritmo e a musicalidade de um poema, senão mesmo a vibração etérea da Ideia poética, irradiam da mesma Esfera que a poesia dos sons, a harmónica substância, o Verbo musical”.Cláudio Carneyro (n. Porto 1895; m. 1963)