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Inocência, Gonzaguinha e Direito

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Terminei de ler meu primeiro livro do ano, O sol é para todos (“To kill a mockingbird” no original), de Harper Lee. É um romance super clássico que as crianças leem na escola nos EUA e eu fiquei curiosa e resolvi ler. Gostei muito, até coloquei uma mini review no Goodreads, coisa que eu tenho preguiça de fazer. Eu vi no Goodreads críticas muito boas, uma bem ruim e algumas crianças perdidas querendo deixar de ler o livro para a escola. E quem me conhece provavelmente vai entender por que gostei tanto do livro: ele toca bem naquele tema de preconceito e injustiça, que muitas vezes me revolta. Além disso, ele traz uma visão ainda inocente das crianças, no meio de um processo de amadurecimento e conhecimento do “mundo como ele é” (pois o livro é escrito do ponto de vista de uma menina de 9 anos). Como sou uma pessoa excessivamente idealista e 8 ou 80, acabo ficando sensível demais quando vejo injustiças ou bizarrices. Estou até agora na terapia aprendendo a lidar com essas emoções à flor da pele. Então percebi que gostaria de ter lido esse livro quando era mais nova, eu já ia adorar. É um livro bom para adolescentes/jovens, mas pode ser lido a qualquer momento. Ele tem uma delicadeza e uma humanidade que podem inspirar qualquer pessoa. É bom, por exemplo, para quem tem filhos. O personagem Atticus Finch é um pai que muitos podem olhar com carinho, projetar, criar identificação, ter pena, admirar ou sorrir.

O livro me trouxe também a lembrança da ambiguidade da profissão do advogado. Por um lado, ela é rotineira, tediosa, maçante e ingrata. Por outro, ela é muito incompreendida no que tem de mais belo, a justiça que poucos entendem. Ou seja, apesar de eu odiar a profissão e de ela ser mal vista, ela é muito bonita sim. No primeiro ano da faculdade eu logo me decepcionei com o mundo do Direito. Mas em uma conversa com um monitor de IED tive um lampejo e um breve entendimento do quanto o Direito é bonito. Nos últimos anos eu só senti o quanto advogar é chato pra c****** e não vale a pena o stress. Mas eu vou sempre admirar a parte que poucos entendem. E fico contente de que esse livro, escrito nos anos 60, tenha me lembrado daquilo que eu já tinha esquecido.

Uma das críticas que vi no Goodreads era em relação ao excesso de inocência das crianças do livro. Que bizarro. Deixa as crianças serem crianças, p****! O cara provavelmente projetou uma irritação dele naqueles personagens. Porque pra mim o excesso de inocência do livro só deu alento. Como a música do Gonzaguinha, “eu fico com a pureza das respostas das crianças”…

 

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Prosperidade e o alinhamento com o universo

Acabei de ver um videozinho interessante e vou postar aqui. Entrevista com Rick Jarow, vejam abaixo. Eu até comprei o livro dele para ler no kindle, porque gostei bastante do que ele falou. Ele está falando exatamente sobre aquilo que eu senti nos últimos meses (ou seja, as coisas não funcionam do jeito que você quer, como dá a entender o “Segredo” e não basta desejar, visualizar e tchã-ran). Você precisa se abrir para entender e se alinhar com o universo.

Veja o livro dele aqui (sai mais barato comprar no kindle, a versão em português e em papel é o dobro)