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Jericoacoara ♡

Parando um pouco com posts analíticos bizarros, vamos falar das férias. Aaaaa, como eu amo sol, praia, mar e calor. Se tem algo que me faz feliz é isso. Também amo montanhas, campo e friozinho, mas praia me dá uma alegria diferente. Eu preciso de sol! E fomos para Fortaleza e Jericoacoara, que são puro sol e mar (e vento).

Fortaleza dizem que está super perigoso para turistas. Encontramos duas moças que estavam estressadas com assaltos e medo total. Mas nós tivemos sorte, porque estávamos acompanhados de legítimos fortalezenses, ou seja, foi super tranquilo. (Fora que eles são os anfitriões mais fofos do universo) Lá é impossível não tomar no mínimo 2 banhos gelados por dia, tamanho o calor. Mas o bom é que lá venta bastante (pelo menos nessa época).

No nosso primeiro dia em Fortaleza fomos assistir Ceará vs. Vasco no Castelão (o que, para quem me conhece, sabe que é totalmente inusitado). Detesto futebol, detesto estádios de futebol (mesmo para assistir shows de rock). Mas eu estava aberta para coisas novas e divertidas e o pessoal era muito legal. O jogo foi péssimo, o juiz era péssimo, um monte de gente foi embora antes do jogo terminar e teve tumulto e porrada. Mas nós saímos ilesos e tranquilos. O ruim foi achar um táxi para voltar para casa (acho que esperamos mais de 1 hora), mas como o papo estava bom, nem sentimos. Mas fica a dica, táxi em Fortaleza não é fácil.

Aliás, fomos para lá para um casamento de amigos queridíssimos da família Inomata. E foi lindo. Eu sou uma manteiga derretida anyway mas foi ótimo. A noiva estava linda demais, a mãe da noiva, muito feliz e doida, a festa, ótima. E no final teve samba.

Saindo da festa lá pelas 3 ou 4 (não lembro), 4 horas depois pegaríamos o ônibus para Jeri. Detalhe que era 7 de setembro e Av. Beira Mar estava interditada. Muvuca total e desfile. O ônibus atrasou mais de 1 hora e rolou um stress. Mas no final deu tudo certo. Umas 4h depois pegamos uma jardineira balançante e chegamos em Jeri no fim da tarde, a tempo de pegar o pôr-do-sol na famosa duna do pôr-do-sol. Coisa mais linda!

Ficamos mais 2 dias, o suficiente para conhecer a Pedra Furada e fazer os dois passeios principais de buggy (Lagoas e Tatajuba). Passeios lindos também. Paradisíaco. Lagos de água de chuva, cristalina. Dunas e mais dunas. Muito vento. Uma dica, na hora de negociar os buggies, se você for japonês, peça para seus amigos não japoneses negociarem os preços. As pessoas acham que a gente tem grana e cobram muito caro. Ah é, outro detalhe, se você é japonês, prepare-se para virar atração no Ceará.

Lagoa do Coração

Ah sim, outro detalhe, lá as estações dividem-se em duas: verão e inverno. O verão vai de agosto a dezembro e o inverno de janeiro a julho  (quando chove). Mas não é inverno, porque é quente do mesmo jeito. A única diferença é que chove. Como venta muito nessa época que fomos, não esqueça de levar óculos escuros!

Por fim, aos vegetarianos, aviso: não é fácil comer lá. Comemos um monte de macaxeira, queijo coalho, arroz, farofa. E as saladas são mais caras que as outras comidas.  A opção que arranjamos no Preá foi pedir dois ovos fritos com baião de dois, salada e macaxeira. Ah, mas comam tapioca, vale a pena! E preparem-se para voltar gordos. rsrs No final, tudo vale a pena.

Enfim, amei tudo. Não é à toa que tinha tanto gringo lá. Eles também sabem o que é bom! Visitem.

Aaaaa Férias de Verão…

Bom, enquanto eu não estou com trabalhos ou empregos novos, estou aprendendo a relaxar um pouco mais, eliminar as preocupações e aproveitar as coisas gostosas das férias. Eu sou apaixonada pelo verão… (ok, teoricamente ainda não é verão, mas 31 de outubro foi o ápice da primavera e praticamente o início do verão, tanto é que 21 de dezembro é chamado de MIDsummer). Não sei se eu adoro o verão porque me lembra férias, preguiça, viagens, praia, namoro…

O calor às vezes é demais mesmo, mas refrescar-se na varanda sentindo a brisa à noite é muuito bom. E ontem com a chuvinha, tava mais gostoso ainda. Eu adoro varandas, chuvinhas rápidas de verão, ventos frescos noturnos, a noite, a lua, e o sol também. Como estou sem fotos apropriadas, vou colocar imagens nada a ver. Mas é só pra colorir um pouco o blog. Bom final de semana!

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No sítio dos Kadomoto. Saudade da forma do leque
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Molhando os pés em Picinguaba

Haja fé

Bom, agora que a mudança está quase concluída, o desejo e desespero por um novo trabalho vai ficando beem grande. Mas, bem, já fiquei desempregada loongos períodos. Em 2007 por exemplo fiquei desde janeiro até agosto. Nesse período terminei a dissertação, defendi, fiz muitos bicos e assisti muitos animes. Foram praticamente 8 meses.

Hoje faz mais ou menos uns 3 meses que estou de “férias”. Acho que um trimestre está mais do que bom, não? Agora vou fazer um plano estratégico gigante para conseguir alguma coisa, nem que seja ficar entregando jornal em evento, igual fiz em 2007.

Acho que todos deveriam ter férias prolongadas no inverno!! Tá muito friooooo. Mas agora já está mais do que na hora. Desejem-me sorte!

O fim do sedentarismo?

Aos poucos acho que finalmente estou tirando as teias de aranha. Ainda não me matriculei numa academia, não voltei a fazer kung fu, não voltei a dançar. Mas estou me mexendo como posso em casa e fora de casa. Hoje estava uma linda manhã de sol e foi irresistível dar umas voltas. O sedentarismo prolongado custa caro, estou bem devagar. Mas enfim estou me mexendo! Quando estiver mais estável ($) provavelmente volto a dançar! yeah!

Percebi que realmente a solução para minha preguiça e desânimo é simplesmente sair fazendo um monte de coisas, resolvendo tudo, tirando todos os atrasos materiais, espirituais, físicos, de saúde etc etc. É o “A Vós Confio”. Não deixar para mais tarde…. etc Ou se preferirem, o tal do just do it.

Sedentarismo Parte II – Climbers

Vamos continuar as histórias. Depois do fiasco do time de softbol, acabei fazendo só musculação na Runner. Eis que um dos meus amigos mais próximos na época (Zé) começou a ficar viciado em escalada (indoor e outdoor). Ele aprendeu tudo na raça. E rápido. E nessas idas dele ele sempre convidava nós, amigos perdidos dele (Ana, Mary), que gostavam de natureza tanto quanto ele. Nem lembro direito como as coisas começaram.

Falando primeiro do amor pela natureza, o divisor de águas para mim foi a viagem para Ilha Grande em 2002 (ou 2001?! ai ai não lembro). Eu nunca tinha acampado na vida e o Zé me chamou para ir numa viagem cheia de gente para dar a volta na ilha. Eu era tosca e levei uma mochilona meio molenga emprestada no cunhado. Minha irmã ainda falou: “Você vai dar a volta na ilha com a mochila nas costas?? Você não vai aguentar! Vai chorar”. heheheheh

Foram umas 10 pessoas e não sei quantos dias de caminhada. Muita chuva, muita história, praias lindas, tombos, muitas picadas, muito salame e macarrão (ah, eu não era vegetariana ainda), muita dor no pé (“ashi ga itai, ashi ga itai…” virou até música). Todo mundo emagreceu uns bons quilos. Os pais se assustaram com o retorno dos filhos com a cara chupada e olhos fundos (um exagero). Mas foi uma das melhores viagens que fiz na vida.

Enfim, depois disso me apaixonei pela natureza, as caminhadas, os acampamentos, as mochiladas, montanhas e desafios.

Depois comecei a  ir na 90 graus, comprei cadeirinha, sapatilhas, saquinho de magnésio, livro do Beck, mudei meu programa na Runner para ficar fortona… fui fazendo o possível. Aprendi um monte de coisas na época e fui tutoriada com muita paciência pelo Aildo.

Enfim, hoje não escalo mais, mas com certeza foi a atividade mais desafiante e exigente que eu fiz e que me levou para os lugares mais bonitos possíveis. Ainda lembro do medão na Pedra do Baú, da subida no Dedo de Deus… tudo maravilhoso.

Voltar a escalar? Quem sabe? Não é dos esportes mais baratos… definitivamente. E sempre precisamos de um companheiro para segurar as pontas. E sim, é um esporte perigoso e exige bastante. Mas o crescimento pessoal, o desafio, o senso de responsabilidade, companheirismo, superação, a diversão e os cenários maravilhosos são impagáveis.

do site Climbing Railay Beach Thailand
do site Climbing Railay Beach Thailand

Sedentarismo Parte I

Férias combina com preguiça, sofá, chocolates e travesseiro. E eu, que sou uma grande pecadora quando se trata de “gula” e “preguiça”, tenho sido tomada como nunca pelos pecados nessas férias. Ok, vocês devem estar me imaginando gorda e esparramada na cama escrevendo este post, mas ainda não cheguei nesse ponto. Então resolvi divagar um pouco sobre os esportes e o sedentarismo.

Começando pelo histórico familiar, incrivelmente meus pais foram muito bons em esportes. Meu pai era atleta profissional de halterofilismo, campeão panamericano, mundial, chiquérrimo, forte, garoto propaganda e tudo mais. Engraçado pensar nisso. Minha mãe, pelo que fiquei sabendo, também era muito boa em esportes, vôlei, atletismo… acho que ela só não era profissional quase indo para as olimpíadas, como meu pai.

Eis que o casal atleta teve três lindas filhinhas. Mas a decepção foi grande quando eles viram pela primeira vez minha irmã chegando em último lugar no undokai da escolinha. Eles pensaram: “bem, elas não puxaram a gente”.

E foi exatamente o que as menininhas acreditaram. As três eram aquelas alunas que ficavam por último na hora de escolher time na educação física. Uma tristeza. Minha irmã, se não me engano, chegou a ficar de recuperação em educação física! Alguém já viu isso?

Comecei a fazer algum esporte só na faculdade. Era naturalmente péssima em tudo, mas como eu tinha sangue japonês me chamaram para fazer parte do inexistente time de softball da faculdade. Eu topei, afinal a farra era boa, os jogos de beisebol eram divertidíssimos. Mas acabei tomando muito gosto pela coisa. Foi paixão mesmo. E eu era péssima! Levava bolada na cara, corria pro lado errado, fazia as coisas mais ridículas e ainda era zoada pelo técnico. Mesmo assim ganhei um trofeuzinho da sanfran por causa da dedicação toda que eu tinha. Depois de um tempo acabei abandonando, mas por motivos nada esportivos. Confesso que até hoje gosto e lembro com gosto dos momentos no campo, treinos longos, treinos à noite… Acho que quando for velhinha e morar no Canadá eu vou jogar de novo.

Na parte II eu falo das outras tentativas anti-sedentarismo.