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‘Lindo’…

“Esta palavra tão abusada – “lindo”: o que ela quer dizer? Ela quer dizer que a coisa a que damos o nome de “lindo” faz amor com a nossa alma. Quando dizemos que algo é lindo, estamos confessando como somos por dentro. As coisas são espelhos onde nos refletimos”. (Rubem Alves)  [eu sei que estou repetindo a frase, mas achei muito boa para expressar o momento… rs]

Ai.

Então.

Kkkkkkkk.

Eu estava sensível, um pouco revoltada. Agora estou travada, desmontada… com o coração preenchido e bobo, com uma vontade de chorar, sem saber o que fazer. [suspiro]

Ninguém vai entender nada do meu post, mas não importa. Quem gosta de mim vai saber que estou bem. E a pessoa linda que causou esse efeito único em mim hoje vai reconhecer.

O fato é que Rubem Alves, pra variar, nunca esteve tão certo. E mais do que nunca eu acredito que a gente só enxerga nos outros aquilo que está dentro da gente. É aquela velha história. Quem vê raiva fora tem raiva dentro. Quem sente rancor por alguém lá fora tem rancor lá dentro. E a beleza e pureza que nós enxergamos nos outros está dentro da gente e não só nos outros. Nós apenas somos capazes de reconhecer nas outras pessoas aquilo que é nosso. E não tem coisa mais gostosa do que ter olhos e reconhecer o outro. Dá uma sensação de que o tempo não importa.

São duas da manhã. E eu vou dormir sorrindo :’)

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As coisas são como são…

The mind questions the whole life long and never receives any answer, and the heart never asks but receives the answer. OSHO

Faz tempo que não escrevo alguma viagenzinha né? Mas hoje fiquei com vontade. E a única idéia que está me martelando agora é que a gente precisa aprender a deixar as coisas serem como são, as pessoas serem como são. Não é questão de fazer apologia ao conformismo, comodismo e passividade. É questão de aprender a aceitar a vida, os fatos e  as pessoas do jeito que elas aparecem. Por que a gente quer mudar tudo? Por que as pessoas querem que o namorado volte, que a mãe mude, que os filhos sejam diferentes, que o emprego seja exatamente de um jeito x, que seu chefe seja y, que seus amigos sejam perfeitos? Por que criar 1000 expectativas em cima de todo mundo e tudo? Por que o apego a uma situação anterior, uma namorada anterior, um emprego anterior? Por que não deixar as coisas e pessoas simplesmente irem embora quando precisam ir? É, desapego, desapego, impermanência….

O desapego está, acho, em saber aceitar as situações novas, por mais bizarras ou indesejadas que sejam. O desapego está, é, eu acho, também em deixar pessoas irem embora… seja aceitando o fim de um relacionamento, de uma amizade, a distância, a morte (ou transição… como diriam alguns).

Eu ainda não aceito muitas coisas. Mas vamos lá né, vamos criar serenidade e muito esforço para mudar. As coisas são como são, oras, deixe-as em paz.

Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então ~Clarice Lispector


You don’t need it now… don’t need it now

“Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade”. (Bertrand Russell)

“I’m designed to feel slightly dissatisfied!” (Jesse)

Bom, o pensamento da semana é esse aí, em relação ao nosso estado eternamente insatisfeito.  Assisti finalmente o “Before Sunset”, que eu queria tanto ver e gostei bem mais desse do que do “Before Sunrise”. Na verdade, gosto de coisas diferentes nos dois filmes, eu prefiro ignorar as coisas ruins e sentir as coisas legais que dá pra sentir nos filmes. Mas o que ficou na cabeça foi essa frase do Jesse, porque eu me sinto assim sempre. Eu vivo reclamando de tudo e querendo sempre mais! Nunca fico satisfeita. Por um lado é muito bom estar sempre correndo atrás de algo, mas o problema é viver resmungando e não saber valorizar as trilhões de coisas que nós já temos e já somos. Daí vem o conceito de gratidão, humildade e o que o Bono Vox fala na música “Beautiful Day”: “What you don’t have you don’t need it now… don’t need it now… It’s a beautiful day!”. Essa música é muito boa, fala tudo. E essa frase conecta direto com aquela outra “LIFE ISN’T ABOUT WAITING FOR THE STORM TO PASS, IT’S ABOUT LEARNING TO DANCE IN THE RAIN”. Não importa que não temos tudo que queremos agora. Nem adianta ficar esperando alguma coisa chegar ou passar ou melhorar. Conclusão, “Do what you can, where you are with what you have.” (Roosevelt)



Quais são os seus sonhos?

“All that we are is the result of what we have thought. The mind is everything. What we think, we become” ~Buddha

Sabe quando existe algo que você gosta tanto e você quer tanto que seu coração parece que acelera, de taanta vontade? Ou quando você sente uma alegria absurda dentro do peito, que dá vontade de sair berrando e pulando igual louco? É a melhor coisa sentir isso… E eu tenho a impressão de que isso tudo depende muito dos sonhos que a gente inventa e das coisas que a gente quer muito e das coisas que a gente ama demaaaais. Acho que vou me propor a todos os dias pensar nas coisas que eu quero demais e amo demais. Isso dá um up e uma vontade de sair correndo muito boa. Estou empolgada agora. Quem quer sair correndo comigo?

Simplicidade Vs. Pobreza

“A expressão simplicidade voluntária deixa claro que ter uma vida mais simples é questão de escolha, de estarmos mais conscientes do que queremos, de quais são os propósitos da nossa vida. E esclarece: não se deve confundir simplicidade com pobreza. Simplicidade é escolha, pobreza não. Simplicidade tampouco tem a ver com negar a tecnologia afinal, ela é muito útil. E muito menos significa mudar-se para uma cabana na floresta. A idéia é simplificar a vida onde se está, com o que se tem – e a maior parte das pessoas que já fazem isso vive nas cidades”.

Mais um capítulo sobre a simplicidade e o material.  Quando o assunto é dinheiro, riqueza, simplicidade, materialismo, existem alguns preconceitos ou comportamentos típicos. (Eu só estou resumindo coisas que eu li e observei…)

1) “Sou classe média, quero ficar rico e feliz e trabalho feito um louco como funcionário”: esses são aqueles que o Alex cita no blog dele, ou os que estão na “corrida dos ratos” do livro Pai Rico, Pai Pobre. Seria algo como: tenho um emprego até bom, dependo do meu emprego, trabalho muito, gasto bastante para ser feliz, mas também quero ser rico e ganhar mais dinheiro, só não sei como, acho que é trabalhando muito. Esse pensamento teoricamente é o ciclo da corrida dos ratos, não é muito libertador.

2) “Não ganho muito, sou feliz assim, não vou ser rico e não gosto de falar de dinheiro”. Acho que este perfil talvez seja parecido com o da simplicidade voluntária, o problema está no “não gosto de falar de dinheiro”. Acho que isso pode ser algum preconceito ou negação. Se a gente não cuida das próprias finanças e não fala sobre elas, não estuda sobre dinheiro, como vamos administrar nossas contas da maneira mais prática e inteligente?! O problema disso é que o dinheiro acaba sendo desperdiçado ou mal gasto. Ou então poderia ser bem investido numa boa, mas não está.

3) “Não tenho muito, e também não acho que tenho o direito de ganhar muito dinheiro, não sou disso”. Isso parece uma simplicidade involuntária estranha. A pessoa acha que nunca vai ganhar dinheiro porque está destinada para ser simples, e não porque não quer ganhar mais. Ela é inteligente, estudou, mas ganhar dinheiro parece ser coisa de gente ruim e egoísta, então decide dizer que é pobre ou simples por opção.

Enfim, isso tudo está bem generalizado, mas o essencial está na citação lá no começo. Simplicidade não é pobreza e não é negar a importância do dinheiro, do trabalho, da tecnologia.

Simplicidade é só ser consciente das próprias prioridades e escolhas, sabendo cuidar bem dos seus próprios bens e sem ser prisioneiro de nada, seja do consumo, do vício, do emprego.

Para ser livre mesmo, eu acho que a gente precisaria estar com as contas e fluxo de caixa bem administrado, livre de vícios de compras, consciente do que é mais importante e correndo atrás dos nossos sonhos.


Simplicidade e o Essencial

“Um homem é rico na proporção do número de coisas de que pode prescindir” (Henry David Thoreau)

Ultimamente tenho pensado muito em como cortar gastos supérfluos, viver com menos coisas e escapar do consumismo louco que sempre me venceu a vida inteira. Tenho que confessar que sou realmente aquelas mulheres meio loucas e consumistas que adoram comprar mil bolsas, sapatos, roupas, comidas gostosas, maquiagem, cremes, etc etc. Além disso, adoro também coisas fofas, eletrônicos, dvds, chocolates, revistas, livros… aaaargh! Em momentos de “crise de mulherzinha”, stress e carência obviamente essas coisas pioram… Mas hoje eu tenho pensado muito no que fazer para viver com muito pouco, ser feliz com as coisas mais simples, e escolher muuito bem no que investir meu dinheiro.

Um texto que é muito legal é o “Dinheiro é tempo“, que saiu na Vida Simples. Ele fala sobre a “Simplicidade Voluntária”. A premissa é que: “Dinheiro é tempo: o tempo que você gasta para ganhá-lo“. Então, antes de você jogar fora todo seu dinheiro, você vai parar para pensar se vale a pena gastar todo o tempo que você usou da sua vida para ganhar aquilo. E, realmente, tem coisas que a gente compra e na verdade nem precisava. Ou então, nem valia a pena.

Por exemplo, o carro. Eu adoro a liberdade que o carro dá, mas os custos são tão altos e eu passo tanto tempo no trânsito que já decidi que não vale tanto a pena. Outro exemplo: restaurantes caros. Bom, para vegetarianos não existem opções tão caras na verdade. Mas querendo ser “chique” dá pra gastar muito. Na verdade, comer comida boa em casa e cozinhar é uma das coisas mais gostosas que tem… então dá para ficar muito feliz.

Bom, tudo é relativo e cada um tem que eleger o que é essencial na vida de cada um… O importante é a gente parar de ficar achando que precisa de tanto dinheiro para ser feliz. Dinheiro é muito bom sim, mas a gente tá acostumado a exagerar em tudo. A gente mal consegue usar tudo que a gente compra! Será que todos assistem todos os DVDs que têm em casa, ao menos uma vez? Será que toda mulher consegue usar todas as roupas, acessórios e maquiagens que têm? A gente realmente vai ler tantos livros?