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Sedentarismo Parte II – Climbers

Vamos continuar as histórias. Depois do fiasco do time de softbol, acabei fazendo só musculação na Runner. Eis que um dos meus amigos mais próximos na época (Zé) começou a ficar viciado em escalada (indoor e outdoor). Ele aprendeu tudo na raça. E rápido. E nessas idas dele ele sempre convidava nós, amigos perdidos dele (Ana, Mary), que gostavam de natureza tanto quanto ele. Nem lembro direito como as coisas começaram.

Falando primeiro do amor pela natureza, o divisor de águas para mim foi a viagem para Ilha Grande em 2002 (ou 2001?! ai ai não lembro). Eu nunca tinha acampado na vida e o Zé me chamou para ir numa viagem cheia de gente para dar a volta na ilha. Eu era tosca e levei uma mochilona meio molenga emprestada no cunhado. Minha irmã ainda falou: “Você vai dar a volta na ilha com a mochila nas costas?? Você não vai aguentar! Vai chorar”. heheheheh

Foram umas 10 pessoas e não sei quantos dias de caminhada. Muita chuva, muita história, praias lindas, tombos, muitas picadas, muito salame e macarrão (ah, eu não era vegetariana ainda), muita dor no pé (“ashi ga itai, ashi ga itai…” virou até música). Todo mundo emagreceu uns bons quilos. Os pais se assustaram com o retorno dos filhos com a cara chupada e olhos fundos (um exagero). Mas foi uma das melhores viagens que fiz na vida.

Enfim, depois disso me apaixonei pela natureza, as caminhadas, os acampamentos, as mochiladas, montanhas e desafios.

Depois comecei a  ir na 90 graus, comprei cadeirinha, sapatilhas, saquinho de magnésio, livro do Beck, mudei meu programa na Runner para ficar fortona… fui fazendo o possível. Aprendi um monte de coisas na época e fui tutoriada com muita paciência pelo Aildo.

Enfim, hoje não escalo mais, mas com certeza foi a atividade mais desafiante e exigente que eu fiz e que me levou para os lugares mais bonitos possíveis. Ainda lembro do medão na Pedra do Baú, da subida no Dedo de Deus… tudo maravilhoso.

Voltar a escalar? Quem sabe? Não é dos esportes mais baratos… definitivamente. E sempre precisamos de um companheiro para segurar as pontas. E sim, é um esporte perigoso e exige bastante. Mas o crescimento pessoal, o desafio, o senso de responsabilidade, companheirismo, superação, a diversão e os cenários maravilhosos são impagáveis.

do site Climbing Railay Beach Thailand
do site Climbing Railay Beach Thailand

Sedentarismo Parte I

Férias combina com preguiça, sofá, chocolates e travesseiro. E eu, que sou uma grande pecadora quando se trata de “gula” e “preguiça”, tenho sido tomada como nunca pelos pecados nessas férias. Ok, vocês devem estar me imaginando gorda e esparramada na cama escrevendo este post, mas ainda não cheguei nesse ponto. Então resolvi divagar um pouco sobre os esportes e o sedentarismo.

Começando pelo histórico familiar, incrivelmente meus pais foram muito bons em esportes. Meu pai era atleta profissional de halterofilismo, campeão panamericano, mundial, chiquérrimo, forte, garoto propaganda e tudo mais. Engraçado pensar nisso. Minha mãe, pelo que fiquei sabendo, também era muito boa em esportes, vôlei, atletismo… acho que ela só não era profissional quase indo para as olimpíadas, como meu pai.

Eis que o casal atleta teve três lindas filhinhas. Mas a decepção foi grande quando eles viram pela primeira vez minha irmã chegando em último lugar no undokai da escolinha. Eles pensaram: “bem, elas não puxaram a gente”.

E foi exatamente o que as menininhas acreditaram. As três eram aquelas alunas que ficavam por último na hora de escolher time na educação física. Uma tristeza. Minha irmã, se não me engano, chegou a ficar de recuperação em educação física! Alguém já viu isso?

Comecei a fazer algum esporte só na faculdade. Era naturalmente péssima em tudo, mas como eu tinha sangue japonês me chamaram para fazer parte do inexistente time de softball da faculdade. Eu topei, afinal a farra era boa, os jogos de beisebol eram divertidíssimos. Mas acabei tomando muito gosto pela coisa. Foi paixão mesmo. E eu era péssima! Levava bolada na cara, corria pro lado errado, fazia as coisas mais ridículas e ainda era zoada pelo técnico. Mesmo assim ganhei um trofeuzinho da sanfran por causa da dedicação toda que eu tinha. Depois de um tempo acabei abandonando, mas por motivos nada esportivos. Confesso que até hoje gosto e lembro com gosto dos momentos no campo, treinos longos, treinos à noite… Acho que quando for velhinha e morar no Canadá eu vou jogar de novo.

Na parte II eu falo das outras tentativas anti-sedentarismo.