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Simplicidade Vs. Pobreza

“A expressão simplicidade voluntária deixa claro que ter uma vida mais simples é questão de escolha, de estarmos mais conscientes do que queremos, de quais são os propósitos da nossa vida. E esclarece: não se deve confundir simplicidade com pobreza. Simplicidade é escolha, pobreza não. Simplicidade tampouco tem a ver com negar a tecnologia afinal, ela é muito útil. E muito menos significa mudar-se para uma cabana na floresta. A idéia é simplificar a vida onde se está, com o que se tem – e a maior parte das pessoas que já fazem isso vive nas cidades”.

Mais um capítulo sobre a simplicidade e o material.  Quando o assunto é dinheiro, riqueza, simplicidade, materialismo, existem alguns preconceitos ou comportamentos típicos. (Eu só estou resumindo coisas que eu li e observei…)

1) “Sou classe média, quero ficar rico e feliz e trabalho feito um louco como funcionário”: esses são aqueles que o Alex cita no blog dele, ou os que estão na “corrida dos ratos” do livro Pai Rico, Pai Pobre. Seria algo como: tenho um emprego até bom, dependo do meu emprego, trabalho muito, gasto bastante para ser feliz, mas também quero ser rico e ganhar mais dinheiro, só não sei como, acho que é trabalhando muito. Esse pensamento teoricamente é o ciclo da corrida dos ratos, não é muito libertador.

2) “Não ganho muito, sou feliz assim, não vou ser rico e não gosto de falar de dinheiro”. Acho que este perfil talvez seja parecido com o da simplicidade voluntária, o problema está no “não gosto de falar de dinheiro”. Acho que isso pode ser algum preconceito ou negação. Se a gente não cuida das próprias finanças e não fala sobre elas, não estuda sobre dinheiro, como vamos administrar nossas contas da maneira mais prática e inteligente?! O problema disso é que o dinheiro acaba sendo desperdiçado ou mal gasto. Ou então poderia ser bem investido numa boa, mas não está.

3) “Não tenho muito, e também não acho que tenho o direito de ganhar muito dinheiro, não sou disso”. Isso parece uma simplicidade involuntária estranha. A pessoa acha que nunca vai ganhar dinheiro porque está destinada para ser simples, e não porque não quer ganhar mais. Ela é inteligente, estudou, mas ganhar dinheiro parece ser coisa de gente ruim e egoísta, então decide dizer que é pobre ou simples por opção.

Enfim, isso tudo está bem generalizado, mas o essencial está na citação lá no começo. Simplicidade não é pobreza e não é negar a importância do dinheiro, do trabalho, da tecnologia.

Simplicidade é só ser consciente das próprias prioridades e escolhas, sabendo cuidar bem dos seus próprios bens e sem ser prisioneiro de nada, seja do consumo, do vício, do emprego.

Para ser livre mesmo, eu acho que a gente precisaria estar com as contas e fluxo de caixa bem administrado, livre de vícios de compras, consciente do que é mais importante e correndo atrás dos nossos sonhos.


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Simplicidade Vs. Excessos e Insatisfações

Dando continuidade ao movimento da simplicidade voluntária, outro dia eu coloquei no google “dicas para economizar”. Apareceram coisas batidas e coisas legais. Mas achei interessante o blog do Alex, que fala um pouca da experiência dele de ter falido e adotado uma nova forma de ver e viver as coisas. É legal, quem puder, leia Os Dilemas da Classe Média, Viver é Mais Barato do Que Você Pensa e outros textos.

O fato é que dinheiro é igual HD. Quanto mais memória você tem no computador, mais você preenche tudo e precisa de mais memória.  Se bem que hoje os HDs até que dão pro gasto! Anyway, quanto mais dinheiro você ganha, mais você arranja no que gastar. Você compra um carro melhor, um notebook melhor, roupas mais caras, restaurantes mais caros, compra mais DVDs, mais jogos de playstation, mais tudo. Eu fiz isso durante um tempão, mesmo sendo uma estagiária sem dinheiro. Eu era tão infeliz trabalhando como estagiária que afogava as mágoas em besteiras. Quando abandonei temporariamente essa vida, eu tinha um monte de dívidas para pagar, desde academia, roupas, cursos, carro etc etc. Coisa bizarra mesmo.

Hoje o que eu estou tentando fazer é cortar todas as dívidas mesmo, usar o cartão de crédito só em exceções, vender o carro, parar de gastar com comida e coisas bonitas. Eu percebi que realmente eu tenho um monte de coisas que não tenho nem tempo de usar… E que eu não preciso de mais copos, penduricalhos, louças, roupas, almofadas. É lógico que se eu ganhar mais pinguins e baleias de pelúcia das pessoas eu não vou achar ruim não rsrsrs, mas chega de ser Becky Bloom.

Simplicidade e o Essencial

“Um homem é rico na proporção do número de coisas de que pode prescindir” (Henry David Thoreau)

Ultimamente tenho pensado muito em como cortar gastos supérfluos, viver com menos coisas e escapar do consumismo louco que sempre me venceu a vida inteira. Tenho que confessar que sou realmente aquelas mulheres meio loucas e consumistas que adoram comprar mil bolsas, sapatos, roupas, comidas gostosas, maquiagem, cremes, etc etc. Além disso, adoro também coisas fofas, eletrônicos, dvds, chocolates, revistas, livros… aaaargh! Em momentos de “crise de mulherzinha”, stress e carência obviamente essas coisas pioram… Mas hoje eu tenho pensado muito no que fazer para viver com muito pouco, ser feliz com as coisas mais simples, e escolher muuito bem no que investir meu dinheiro.

Um texto que é muito legal é o “Dinheiro é tempo“, que saiu na Vida Simples. Ele fala sobre a “Simplicidade Voluntária”. A premissa é que: “Dinheiro é tempo: o tempo que você gasta para ganhá-lo“. Então, antes de você jogar fora todo seu dinheiro, você vai parar para pensar se vale a pena gastar todo o tempo que você usou da sua vida para ganhar aquilo. E, realmente, tem coisas que a gente compra e na verdade nem precisava. Ou então, nem valia a pena.

Por exemplo, o carro. Eu adoro a liberdade que o carro dá, mas os custos são tão altos e eu passo tanto tempo no trânsito que já decidi que não vale tanto a pena. Outro exemplo: restaurantes caros. Bom, para vegetarianos não existem opções tão caras na verdade. Mas querendo ser “chique” dá pra gastar muito. Na verdade, comer comida boa em casa e cozinhar é uma das coisas mais gostosas que tem… então dá para ficar muito feliz.

Bom, tudo é relativo e cada um tem que eleger o que é essencial na vida de cada um… O importante é a gente parar de ficar achando que precisa de tanto dinheiro para ser feliz. Dinheiro é muito bom sim, mas a gente tá acostumado a exagerar em tudo. A gente mal consegue usar tudo que a gente compra! Será que todos assistem todos os DVDs que têm em casa, ao menos uma vez? Será que toda mulher consegue usar todas as roupas, acessórios e maquiagens que têm? A gente realmente vai ler tantos livros?