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As coisas são como são…

The mind questions the whole life long and never receives any answer, and the heart never asks but receives the answer. OSHO

Faz tempo que não escrevo alguma viagenzinha né? Mas hoje fiquei com vontade. E a única idéia que está me martelando agora é que a gente precisa aprender a deixar as coisas serem como são, as pessoas serem como são. Não é questão de fazer apologia ao conformismo, comodismo e passividade. É questão de aprender a aceitar a vida, os fatos e  as pessoas do jeito que elas aparecem. Por que a gente quer mudar tudo? Por que as pessoas querem que o namorado volte, que a mãe mude, que os filhos sejam diferentes, que o emprego seja exatamente de um jeito x, que seu chefe seja y, que seus amigos sejam perfeitos? Por que criar 1000 expectativas em cima de todo mundo e tudo? Por que o apego a uma situação anterior, uma namorada anterior, um emprego anterior? Por que não deixar as coisas e pessoas simplesmente irem embora quando precisam ir? É, desapego, desapego, impermanência….

O desapego está, acho, em saber aceitar as situações novas, por mais bizarras ou indesejadas que sejam. O desapego está, é, eu acho, também em deixar pessoas irem embora… seja aceitando o fim de um relacionamento, de uma amizade, a distância, a morte (ou transição… como diriam alguns).

Eu ainda não aceito muitas coisas. Mas vamos lá né, vamos criar serenidade e muito esforço para mudar. As coisas são como são, oras, deixe-as em paz.

Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então ~Clarice Lispector


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People are strange

Ontem fui na Camicado para montar uma lista de chá de cozinha! Uau, tem bastante coisa pra pensar… Mas foi muito divertido! Nossa casa vai ficar super colorida.

Agora preciso correr para convidar todas as pessoas e não sei como vou fazer. É um momento super importante pra gente, eu estou muito feliz e ansiosa. Mas eu sei que no final vai dar certo e as minhas amigas queridas já estão me dando uma ajuda enorme. Nessas horas a gente vê o quanto podemos contar com as pessoas! É muito bom!

Eu sempre tive uma grande dificuldade para lidar com pessoas, amigos, o mundo social. Sou meio doida, meio esquisita e nunca sabia lidar com as mancadas dos “amigos”, o carinho de outros, os elogios de alguns, as mentiras e nóias de outros. Hoje estou bem mais calejada e continuo vendo mancadas e sacanagens, mas acredito que entendo melhor o comportamento das pessoas, baseado no meu próprio comportamento. E cada um age da maneira que sabe e pode, dá carinho ou amizade como pode, é companheiro ou não na medida que consegue. As pessoas somem às vezes porque precisam, não escrevem ou dão o cano porque não tiveram outro jeito.

Hoje vejo que as pessoas que são mais seguras e tranquilas são simples e sabem ser amigas sem grandes reviravoltas. Quando a gente gosta de alguém e conhece a pessoa a gente simplesmente sabe respeitar todas as manias e defeitos. Aconteça o que acontecer a gente tenta entender o que está acontecendo com a pessoa antes de cobrar alguma coisa. E se um amigo erra feio, a gente simplesmente dá um toque ou um chacoalhão, dependendo do que acontece.

As pessoas que são mais inseguras são as campeãs em tirar conclusões, deduzir mágoas, ficar triste por qualquer coisa. Elas se sentem mal amadas, sem amigos e qualquer coisa é motivo para acabar com a amizade. Ao invés de tentar entender o outro ficam sempre se sentindo incompreendidos.

Hoje fico muito feliz de ter amigos e amigas super maduras e fofas. Elas simplesmente respeitam e entendem as coisas. Elas também sabem dar carinho, sabem apoiar e sabem pedir ajuda e carinho. Assim as coisas fluem bem mais fácil. Sem crise. O que falta nesse mundo é um pouco de compreensão e vontade de se doar, coragem de se entregar e se machucar. A gente se machuca e se ferra o tempo inteiro, mas pelo menos a gente conhece pessoas que fazem valer a pena toda essa ferração.

Adendo com citação a Pocahontas

Complementando meu post sobre rótulos, preconceitos e conclusões, resolvi incluir uma parte da música Colors of the Wind, do filme “Pocahontas” (hehehe), porque achei que tinha tudo a ver.

 

You think the only people who are people
Are the people who look and think like you
But if you walk the footsteps of a stranger
You’ll learn things you never knew you never knew