Tag: canto

♡ Happy! ♡

E finalmente chegam os 30! E hoje também é dia do Cantor, dia da Música Popular Brasileira, dia do Encanador, dia do Idoso! rsrs

Feliz dia do Cantor a todos os cantores! ^_^ (e aos cantores idosos!) (e os encanadores idosos) (mas acho que só tenho amigos cantores jovens hoje em dia)

Este ano estou comemorando aqui dentro de mim muito mais radiante do que nos anos anteriores todos. Os 18 também foram uma alegria rs mas nada comparado aos 30. E acho que a diferença é essa, aqui dentro as coisas estão felizes por si só. E todo carinho que vem dos amigos, queridos, família e do meu amor estão somando em 1000. Consegui não criar tantas expectativas e estou melhorando em muitas coisas. O baque de ontem teria me deixado muito pior se fosse há alguns anos. (ok, eu era mais chorona, sensível e carente rs)

E o presente que ganhei à meia-noite do 天使 foi dos presentes mais lindos do mundo justamente porque me fez relembrar de tantas coisas boas da minha vida, da nossa vida, de pessoas queridas, daqueles dias, minutos, segundos de pura felicidade, que é aquilo que mais importa. Quem consegue guardar e lembrar sempre de tantos momentos bonitos consegue sorrir muito todos os dias. Ou seja, parar de focar as chatices e nuvens escuras que aparecem e olhar para o que importa.

Obrigada a vocês todos que fazem parte da minha vida (de perto ou de longe) e deixam tudo tão bonito!

E obrigada aos amigos habilidosos que conseguiram ver quem eu sou, mesmo com a carapaça de porco-espinho incompreensível que assusta… rsrs Amo vocês todos.

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Mulheres Machas Pulando no Tigre

“Jump! Jump! Jump on the tiger! You can feel his heart but you know he’s mean!”

Esse título é o resumo daquilo que eu não consigo ser e que está pondo fim na quase-vocalista da quase-banda que eu estava cogitando. Vamos falar um pouco do meu histórico.

Eu adoro Heavy Metal e Rock, desde pequena. Quando eu tinha meus 12 anos, ok, eu ouvia Guns ‘n’ Roses, Skid Row, Poison e Warrant. (Tá, antes disso eu ouvia Xuxa provavelmente). Lá pelos 14 anos eu fui no meu primeiro show: Soul Asylum. Depois disso, foram todos os tipos de show: Megadeth (várias vezes!), Iron Maiden, Sex Pistols, Monsters of Rock, Gamma Ray, Helloween, Stratovarius, Smashing Pumpkins, Green Day, Bush, Epica, Within Temptation, Nightwish, Angra, etc. Hoje eu ouço principalmente Heavy Metal Melódico e Gothic Metal. Além de outras coisas divertidas como Jpop e a trilha sonora do Glee. O metal melódico de alguma forma sempre me deixou tão feliz e sempre foi tão perfeito que não tinha como ser meu tipo de música favorito. A influência de música clássica, as melodias bem feitas, os teclados, cravos, o vocal super afetado ou lírico, as letras poéticas ou estúpidas… tudo lindo. Não vejo muito sentido em falar de guerras, ogros e vikings maus, mas gosto de boa parte das letras do melódico. É muita diversão!

Eis que eu me vejo com o desafio de cantar uma música que fala para pular no tigre porque eu sei que ele é mau. Isso foi das coisas mais brochantes! O metal é ridículo em muitos momentos, mas o problema não foi o tigre, coitado, foi mais que eu não consegui ser macha para deixar a música legal. É uma pena, mas eu sou meio menininha mesmo.

Agora para quem me conhece, na vida ou nos karaokês, dêem uma olhada no vídeo abaixo e vejam se eu me encaixo bem no lugar desse careca tatuado com colete de espinhos. Aguardo opiniões!

A arte que não sai…

Bom, agora é quase 1 da manhã e eu tô aqui no youtube vendo videozinhos das minhas cantoras favoritas. Não sei por que tem essa coisa que eu não consigo desgrudar, esse  vício pela música, pelo canto, pela arte expressada pela voz. Aaaargh!! Eu mesma não sabia o quanto eu gostava disso. Cresci vendo meus pais cantando, vi minha irmã cantando, e meu pai disse que ficou botando Beethoven pra eu ouvir quando eu era bebê sei lá pra quê, acho que era para eu não fazer loucuras, e eu joguei os relógios dele (um pela janela e outro pela privada)… Mas enfim, eu gosto tanto tanto de ver as pessoas cantando que tenho a maior vontade do mundo de aprender isso. E o mais irônico é que eu sempre fui tímida demais, travada demais, pra dentro demais, para conseguir botar algo para fora ainda mais pela voz. Acho que não tem jeito. O jeito é continuar me apaixonando pelas músicas, me emocionando ouvindo as cantoras que gosto, e estudando canto sempre para aos poucos conseguir colocar pra fora tudo que está dentro e está há 29 anos aí engasgado. Droga, por que eu não me apaixono pelo Direito, pela burocracia, pelos processos, pela vida fechada dentro de ambiente com ar condicionado, pelas coisas duras e chatas que eu vejo o dia todo? Eu vejo pessoas apaixonadas pelos processos!! Isso existe, juro. Mas a gente definitivamente não escolhe as coisas que apaixonam e emocionam a gente. Sacoooooooooo.

Rent – La vie bohème

Quando voltou de NY, o Fau me trouxe presentes liindos e, no meio deles, tinha o songbook de Rent. Desde então, eu estava ansiosa para mostrar pra ele o filme (já que o teatro em si não é tão fácil em São Paulo!). Assistimos no fim de semana e agora virou vício (de novo) 🙂

Rent é uma obra de teatro musical baseada na famosíssima ópera La Bohème, de Puccini. Ambas tentam retratar um pouco dos artistas e músicos vivendo com as dificuldades e a beleza características da época e da vida boêmia. Aliás essas frases tão ficando meio estranhas, mas acho que vocês entendem. Em Rent, a tuberculose é substituída pela AIDS. Paris do séc. XIX, por NY, anos 80.

Bom, eu sou meio suspeita mas eu gosto muito das duas obras. Para quem não tem preconceito contra musicais e contra óperas, assistam as duas (em DVD, e se puderem, no teatro). O filme de Rent não é tão bom quanto o teatro, obviamente, mas dá pra sentir e aproveitar bem! Os personagens são super cativantes, as músicas, divertidíssimas. Os atores não gosto de todos, mas vale a pena.

E ópera é ópera. Não vou discutir muito, porque eu adoro, mesmo sem saber explicar as coisas. Para quem quiser saber um pouco, o livro “Opera for dummies” é muito engraçado e traz coisas legais. Ah e tem também o ótimo videozinho “All the Great Operas in 10 minutes”:

Bom, inspirem-se e divirtam-se.

Abaixo, tabela legal do wikipedia!

Character in La bohème Character in Rent Voice type
Mimi, a seamstress with tuberculosis Mimi Márquez, an exotic dancer with HIV Mezzo-Soprano
Rodolfo, a poet Roger Davis, a songwriter who is HIV positive Tenor
Marcello, a painter Mark Cohen, a filmmaker Baritone
Musetta, a singer Maureen Johnson, a bisexual performance artist[8] Mezzo-Soprano with Belt
Schaunard, a musician Angel Dumott Schunard, a gay drag queen percussionist with AIDS Tenor / Sopranist
Colline, a philosopher Tom Collins, a gay philosophy professor and anarchist with AIDS Baritone / Tenor
Alcindoro, a state councilor Joanne Jefferson, a lawyer, who is a lesbian (Also partially based on Marcello) Alto / Mezzo-Soprano
Benoit, a landlord Benjamin ‘Benny’ Coffin III, the local landlord and a former roommate of Roger, Mark, Collins, and Maureen Baritone

Músicas Velhas

Nada como ouvir músicas que não são da nossa época! Na minha adolescência eu ouvia Nirvana, Skid Row, Pearl Jam e Soul Asylum. Mas eu também ouvia Carpenters, por influência da minha irmã, que deixava a fita cassete no som perto do PC, onde eu jogava RPG. Outra banda que eu gosto muito é ABBA. É bom demais!! Ouvir novas versões como “Lay all your love on me”, do Edguy também vale a pena! Também tem a “Take a chance on me” versão Erasure (o clip é ótimo!), e para quem quiser conhecer, versões do A-Teen e do filme Mamma Mia… (algumas ficaram péssimas). Mas vale a pena ouvir.

Agora abaixo uma letra do Abba que eu gosto bastante:

“So I say
Thank you for the music, the songs Im singing
Thanks for all the joy theyre bringing
Who can live without it, I ask in all honesty
What would life be?
Without a song or a dance what are we?
So I say thank you for the music
For giving it to me”

Coral da Cidade de São Paulo

“O Coral da Cidade de São Paulo apresentará os “Quatro Hinos da Coroação”, de G. F. Handel no segundo semestre deste ano de 2009, que marca o 250º aniversário da morte do compositor. Os hinos são:

– Zadok the Priest
– Let thy hand be strengthened
– The King shall rejoice
– My heart is inditing

O Coral está com vagas abertas para todos os naipes. Se você tem interesse em ingressar, compareça ao Espaço Cultural Tendal da Lapa no próximo sábado, dia 28/03/09, às 9h, data em que começarão os ensaios da obra.

Os ensaios acontecem todos os sábados, das 9h às 12h, no endereço especificado no final desta mensagem.

Avisem seus amigos que gostam da música erudita e querem cantar um repertório tão especial como esse. Próximas obras: ópera “Orfeo e Eurídice” (Glück) e “Carmina Burana” (Orff).

Venham cantar com a gente!

CORAL DA CIDADE DE SÃO PAULO
Espaço Cultural Tendal da Lapa
R. Guaicurus, 1100, Lapa
(Entrada e estacionamento pela Rua Constança, 72)
Tel.: 3862-1837”

O Coral da Cidade de São Paulo é regido pelo Maestro Luciano Camargo. Depois eu coloco mais detalhes sobre ele e o Coral! Para mais informações sobre ele podem acessar o link:

http://www.arsmusica.com.br/

coranations21

O amor pela arte… Parte I

“O futuro espera-nos com os seus males, mas enquanto houver a lua e a música, e amor e romance, escute a música e dance”.
Irving Berlin, 1888-1989

Eu confesso. Tenho um problema sério com a arte, principalmente com a música. Meu blog provavelmente terá muitos posts sobre música, arte, beleza, além de reflexões peculiares de uma pessoa noiada que frequenta 1 psiquiatra, 1 psicanalista e 1 cantoterapeuta! Aliás, não é à toa que eu amo Rubem Alves, ele é psicanalista também (entende os loucos) e um grande amante da música.

Procurando as raízes dessa dependência à arte, que não consigo afastar, penso na família e nos astros. Posso até explicar pela numerologia e pelas vidas passadas. Mas é muito mais simples dizer que todo ser humano simplesmente precisa de arte. Como já disse o RTZA: “Os místicos e os apaixonados concordam em que o amor não tem razões. Angelus Silésius, místico medieval, disse que ele é como a rosa: “A rosa não tem “porquês”. Ela floresce porque floresce”.” É isso aí, a rosa floresce porque floresce. E eu amo música porque amo. Oras. E quem não ama?

A família

Meus pais têm alma de artista. E queria saber se meus antepassados também tinham! Até onde sei minha bisavó tocava shamisen e era dançarina (ou algo assim). Meu avô do Japão tocava violino. Meu pai canta muito bem, tem uma super presença de palco, ótimo em pintura (e tocava cavaquinho: tem uma foto dele no navio tocando, vindo do Japão para o Brasil). Minha mãe é muito boa em canto, desenho e dança tradicional japonesa. Minha sister do meio, mezzosoprano, canta muito bem, também boa em pintura em óleo. Minha outra sister, outra apaixonada pela música, tocou órgão, teclado, violino e violoncelo. 

Só agora vejo que as festas de família poderiam virar saraus bem divertidos!

Na Parte II eu conto os traumas de infância!

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