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I’ve eaten the sun so my tongue has been burned of the taste

Tem dias que eu realmente não sei o que fazer com os meus pensamentos malucos. O resultado é uma mistura de mau humor com raiva, não sei bem explicar. Eu definitivamente não ando super normal e nem sei explicar por quê. A única coisa que sei é que preciso de algum jeito para liberar a energia que está presa, talvez extravasar a agressividade e ansiedade acumuladas por razões desconhecidas. Nesse aspecto, o kung fu era muito útil. Ou o sanshou. Acho que ia realmente fazer bem pra mim. Mas voltar a fazer essas coisas implicam outros problemas. Precisava de uma solução bem simples. Alguém tem alguma sugestão? O que você faz quando você tem vontade de socar o mundo?

People are strange

Ontem fui na Camicado para montar uma lista de chá de cozinha! Uau, tem bastante coisa pra pensar… Mas foi muito divertido! Nossa casa vai ficar super colorida.

Agora preciso correr para convidar todas as pessoas e não sei como vou fazer. É um momento super importante pra gente, eu estou muito feliz e ansiosa. Mas eu sei que no final vai dar certo e as minhas amigas queridas já estão me dando uma ajuda enorme. Nessas horas a gente vê o quanto podemos contar com as pessoas! É muito bom!

Eu sempre tive uma grande dificuldade para lidar com pessoas, amigos, o mundo social. Sou meio doida, meio esquisita e nunca sabia lidar com as mancadas dos “amigos”, o carinho de outros, os elogios de alguns, as mentiras e nóias de outros. Hoje estou bem mais calejada e continuo vendo mancadas e sacanagens, mas acredito que entendo melhor o comportamento das pessoas, baseado no meu próprio comportamento. E cada um age da maneira que sabe e pode, dá carinho ou amizade como pode, é companheiro ou não na medida que consegue. As pessoas somem às vezes porque precisam, não escrevem ou dão o cano porque não tiveram outro jeito.

Hoje vejo que as pessoas que são mais seguras e tranquilas são simples e sabem ser amigas sem grandes reviravoltas. Quando a gente gosta de alguém e conhece a pessoa a gente simplesmente sabe respeitar todas as manias e defeitos. Aconteça o que acontecer a gente tenta entender o que está acontecendo com a pessoa antes de cobrar alguma coisa. E se um amigo erra feio, a gente simplesmente dá um toque ou um chacoalhão, dependendo do que acontece.

As pessoas que são mais inseguras são as campeãs em tirar conclusões, deduzir mágoas, ficar triste por qualquer coisa. Elas se sentem mal amadas, sem amigos e qualquer coisa é motivo para acabar com a amizade. Ao invés de tentar entender o outro ficam sempre se sentindo incompreendidos.

Hoje fico muito feliz de ter amigos e amigas super maduras e fofas. Elas simplesmente respeitam e entendem as coisas. Elas também sabem dar carinho, sabem apoiar e sabem pedir ajuda e carinho. Assim as coisas fluem bem mais fácil. Sem crise. O que falta nesse mundo é um pouco de compreensão e vontade de se doar, coragem de se entregar e se machucar. A gente se machuca e se ferra o tempo inteiro, mas pelo menos a gente conhece pessoas que fazem valer a pena toda essa ferração.

SuperMetal Peoplefobia

Uau, isso poderia ser o nome da minha banda de metal!! Quem conhece os 5 elementos chineses e as minhas loucuras deve entender o título desse post. Estou de férias e ando meio esquisita, muito metal, antecipando o inverno e a hibernação. E na verdade é um momento contraditório. Não, na verdade, eu sou super contraditória.

Eu tenho um amor enorme por artes, música, dança, diversão, palco e tudo mais. Deve ser o sol em libra, a lua em touro, o ascendente em sagitário e whatever. Mas ao mesmo tempo eu sou “totally metal”, tenho tendência a me recolher e ficar trancada no quarto, ouvindo música, lendo um livro, tudo que me faça estar longe da multidão. A pressão de ser perfeita, impecável me deixou meio maluca. A japonesice também me trouxe efeitos colaterais. As japonesinhas tradicionais devem ser ainda mais impecáveis, rir baixo, olhar para baixo, serem discretas e invisíveis.

Que coisa horrível… acho que é por isso que eu ando lendo Osho. As pessoas têm um mega preconceito dele, mas tenho que admitir que ele tem textos muito bons. Em alguns momentos me lembra a simplicidade e a beleza de Rubem Alves, em outros, o tal do poder o agora do Eckart Tolle. Enfim, é a sabedoria básica que nós todos deveríamos ter mas não estamos acostumados… Ser livre, ser simples, ter coragem de ser qualquer coisa, viver o momento, viver a eternidade, não ter preconceitos e frescuras, não ter apego, não usar máscaras. A gente sabe o que deveria fazer, mas vive fazendo o que não deve.

Mais bipolaridade!

Incrível, tem dias e momentos em que tudo decai, regride e fica difícil. Nessas horas, nada como ouvir Edguy ou Abba para dar uma animada. Mas ontem eu sucumbi mesmo, que dia mais perdido. Matei minha aula de jazz, descontei toda tpm onde não devia, dormi mal, acordei atrasada, com dor de estômago, estabanada. Vai entender esses altos e baixos! O que eu posso fazer é investir na meditação, orações, livros, música. E dar uma reforçada energética também… Mas, enfim, argh, ninguém é de ferro. Bom, eu sou metal, mas talvez esse seja meu problema. Momento louco de querer recolhimento e travesseiro. Tenho pensado em muitas coisas ultimamente e pensei até em voltar a tentar fazer regressão. Parece ser uma fuga ou algo inútil, mas eu estive querendo entender o porquê de certos acontecimentos. A conclusão no fundo sempre é a mesma, eu preciso fazer o que eu preciso fazer. Nossa, que post mais confuso. Quero dizer, a resposta é estúpida, basta você seguir o que você sabe que precisa seguir. Seguir a intuição, o coração.

 

“Quando nos tornamos sábios, respeitamos nosso corpo, nossa mente, nossa alma. Deixamos que o coração, e não a cabeça, governe nossa vida”.

“Sendo sábios, sempre iremos pelo caminho mais fácil, que é sermos nós mesmos”.

 

PS: quem disse que sermos nós mesmos é o caminho mais fácil??!!