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‘Lindo’…

“Esta palavra tão abusada – “lindo”: o que ela quer dizer? Ela quer dizer que a coisa a que damos o nome de “lindo” faz amor com a nossa alma. Quando dizemos que algo é lindo, estamos confessando como somos por dentro. As coisas são espelhos onde nos refletimos”. (Rubem Alves)  [eu sei que estou repetindo a frase, mas achei muito boa para expressar o momento… rs]

Ai.

Então.

Kkkkkkkk.

Eu estava sensível, um pouco revoltada. Agora estou travada, desmontada… com o coração preenchido e bobo, com uma vontade de chorar, sem saber o que fazer. [suspiro]

Ninguém vai entender nada do meu post, mas não importa. Quem gosta de mim vai saber que estou bem. E a pessoa linda que causou esse efeito único em mim hoje vai reconhecer.

O fato é que Rubem Alves, pra variar, nunca esteve tão certo. E mais do que nunca eu acredito que a gente só enxerga nos outros aquilo que está dentro da gente. É aquela velha história. Quem vê raiva fora tem raiva dentro. Quem sente rancor por alguém lá fora tem rancor lá dentro. E a beleza e pureza que nós enxergamos nos outros está dentro da gente e não só nos outros. Nós apenas somos capazes de reconhecer nas outras pessoas aquilo que é nosso. E não tem coisa mais gostosa do que ter olhos e reconhecer o outro. Dá uma sensação de que o tempo não importa.

São duas da manhã. E eu vou dormir sorrindo :’)

Ópera Orfeu e Eurídice

Para quem gosta, estou divulgando!

Para quem não sabe, eu fazia parte do Coral da Cidade de São Paulo, que é um coral comunitário, que faz um trabalho lindíssimo em repertório erudito. O pessoal é super esforçado e eles estão sempre avançando. Morro de saudades, tanto de cantar lá como das pessoas (não das 80 pessoas, mas de algumas com certeza! rs).  Vai ter uma série de apresentações, no CEU Butantã e depois no Teatro São Pedro. Quem puder prestigiar, vale a pena. Orfeu e Eurídice é uma ópera linda. Mais informações: http://www.coralsp.org.br/opera/

O que importa de verdade?

S. Tomé das Letras
S. Tomé das Letras

Embora eu tenha passado a maior parte do tempo mal humorada e irritada com mil coisas e pessoas, algumas vezes tenho parado para pensar no que realmente importa… No final, acabamos caindo nos mesmos clichês, mas isso porque a coisa é muito simples mesmo… O que importa são as coisas gostosas, as coisas que amamos e principalmente as pessoas que amamos… não tem nada perfeito nesse mundo e tem coisa ruim pra todo lado. Mas as coisas ficam bem mais agradáveis quando a gente pensa no que realmente importa… Continuo sonhando com o sumiço para um lugar calmo e verde. O ideal de vida seria uma vilinha bonitinha apenas com pessoas legais e queridas, amigos, família, amor … Comida vegetariana, natureza, arte e música. Assim tá bom.

Enquanto o sonho não vira realidade, o negócio é colocar o olhar só nas coisas bonitas mesmo e tentar ignorar as coisas feias e mal cheirosas que cercam a gente todos os dias.

Música…

“A surdez de Beethoven não era uma deficiência. Foi uma dádiva dos Céus. Incapaz de escutar as vozes exteriores, estava em condições de ouvir dentro de si próprio a voz de Deus”.

 Vitaly Margulis (n. Charkov, Ucránia 1928)
 

O ritmo e a musicalidade de um poema, senão mesmo a vibração etérea da Ideia poética, irradiam da mesma Esfera que a poesia dos sons, a harmónica substância, o Verbo musical”.Cláudio Carneyro (n. Porto 1895; m. 1963)

Painkiller

Quando eu era mais nova e ainda existiam walkmans e fitas cassetes eu tinha uma fita cassete que eu chamava de “Painkiller”. Era uma coletânea de músicas que conseguiam acabar com qualquer desânimo e me deixavam mais feliz com o mundo. Com o tempo eu criei a fita “Morphine” também. E assim foi. Lembro que tinha músicas do Smashing Pumpkins: 33 por exemplo. E incrivelmente não lembro muito bem das outras!!

E por que eu lembrei disso? Hoje eu vim ouvindo no Iphone o cd da Hayley Westenra, “Hayley sings Japanese Songs”, acho que esse é o nome. E é incrível como esse cdzinho consegue deixar meu dia mais leve e feliz, mesmo sendo um dia chuvoso. Eu estava até feliz olhando os guarda-chuvas coloridos andando pela Vila Olímpia.

Bom, isso tudo é só pra gente não esquecer das coisas pequenas que fazem o dia fazer sentido. Pra mim, ouvir alguém cantando como a Hayley (e ainda mais  músicas tão delicadas como as japonesas) é das coisas mais bonitas e que me deixam mais feliz.