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Comunique-se…

“Bons relacionamentos são baseados em uma boa comunicação que vem dos bons sentimentos. A habilidade de ouvir com atenção e apreciação é uma forma de proporcionar esses sentimentos. Ouvir não é algo passivo mas uma atitude ativa de dar respeito e espaço aos outros para que eles possam expressar a si mesmos calmamente e abertamente. Ouvir é um ato de amor.” (Org. BKumaris)

[post produzido num momento de insônia, à base de tylenol e reiki]

Tenho aprendido um monte ultimamente. E as pessoas que têm me ensinado mal sabem o quanto elas me fazem crescer. Um dia ainda vou contar para elas. Mas enquanto não posso contar a cada uma delas as coisas mágicas que elas fazem, eu posso ao menos fazer um textinho e dizer que adoro ouvi-las.

Se tem uma coisa com a qual eu nunca me acostumei foi o silêncio japonês. Respeito mega master absurdos a cultura dos meus antepassados. Mas acho que pelo fato de eu ter nascido aqui no Brasil eu nunca consegui me adaptar à comunicação implícita, à falta de palavras, o dito que não foi dito, as coisas que estão na entrelinhas. Socorro! Será que eu que sou muito devagar? rs Quer falar, fala na caaaraaa! rs

E eu sou uma pessoa que gosta de falar, gosta de ouvir, gosta de saber de tudo e de todos. Se me deixarem acho que fico conversando milhões de horas com as pessoas… (aliás, sabem que é por isso que tenho um blog né? Eu gosto tanto de falar e tenho tanto para pôr pra fora que o blog ajuda a dar vazão)

Enfim, isso aqui é só uma ode ao diálogo… rsrs Estou aqui achando super mágico o quanto a franqueza e a sinceridade das pessoas que eu gosto estão me ensinando um monte. Falem tudo. Basta não esquecer de também abrir os ouvidos e o coração.

“SOBRE O AMAR E O OUVIR: Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito… A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que por sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados a solidão. Quem só fala e não sabe ouvir é um chato… O ato de falar é um ato masculino. Fala é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido… Já o ato de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado. Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 1001 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor”. (Rubem Alves)

♡ Happy! ♡

E finalmente chegam os 30! E hoje também é dia do Cantor, dia da Música Popular Brasileira, dia do Encanador, dia do Idoso! rsrs

Feliz dia do Cantor a todos os cantores! ^_^ (e aos cantores idosos!) (e os encanadores idosos) (mas acho que só tenho amigos cantores jovens hoje em dia)

Este ano estou comemorando aqui dentro de mim muito mais radiante do que nos anos anteriores todos. Os 18 também foram uma alegria rs mas nada comparado aos 30. E acho que a diferença é essa, aqui dentro as coisas estão felizes por si só. E todo carinho que vem dos amigos, queridos, família e do meu amor estão somando em 1000. Consegui não criar tantas expectativas e estou melhorando em muitas coisas. O baque de ontem teria me deixado muito pior se fosse há alguns anos. (ok, eu era mais chorona, sensível e carente rs)

E o presente que ganhei à meia-noite do 天使 foi dos presentes mais lindos do mundo justamente porque me fez relembrar de tantas coisas boas da minha vida, da nossa vida, de pessoas queridas, daqueles dias, minutos, segundos de pura felicidade, que é aquilo que mais importa. Quem consegue guardar e lembrar sempre de tantos momentos bonitos consegue sorrir muito todos os dias. Ou seja, parar de focar as chatices e nuvens escuras que aparecem e olhar para o que importa.

Obrigada a vocês todos que fazem parte da minha vida (de perto ou de longe) e deixam tudo tão bonito!

E obrigada aos amigos habilidosos que conseguiram ver quem eu sou, mesmo com a carapaça de porco-espinho incompreensível que assusta… rsrs Amo vocês todos.

Expectativas…

“Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela. Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você” (Mário Quintana).

“Não é útil esperar nada de ninguém mas é muito bom esperar algo de nós mesmos. Eles podem ser bons ou eles podem ser maus, não importa. O que importa é como lidamos com isso. E sempre será difícil porque se não fosse difícil não haveria o que aprender. Tentamos dez vezes e nada funciona. Quando conseguimos ocorre uma mudança na situação e outro teste vem. Esta é a brincadeira cósmica. Mas se nos desapegamos um pouco, o jogo se torna muito interessante.”

Bom, aí está um assunto para eu pensar muito e por muito tempo. Expectativas…

Eu tenho uma mania incrível de criar expectativas de todos os tipos com um monte de gente e um monte de situações. Eu idealizo situações, idealizo pessoas. Sonho que algo bonito e colorido vai acontecer do jeito que eu quero. Fico viajando achando que algo vai acontecer da maneira que EU faria, da maneira que EU gostaria que fosse. A verdade é que o seu EU é só seu e o seu jeito de reagir e fazer as coisas são só seus. Ninguém vai fazer igual e ninguém tem que adivinhar o que você espera. E ninguém tem a obrigação de ser gentil, educado, amoroso, respeitoso, amigo, correto, ético. Seria bom, mas é irreal.

E na verdade eu preciso parar de esperar que alguém venha entender o vazio ou a tristeza que eu sinto muitas vezes. Todo mundo tem limites. Amigos, famílias, estranhos. Por que será que a gente espera tanto de FORA e tão pouco de DENTRO? Reconhecer essas coisas de certa forma dói… mas faz parte do processo. O mundo colorido e idealizado que eu crio na minha cabeça louca realmente só existe na minha cabeça louca e eu vivo nele do jeito que der e transmito dele o que eu quiser. Se outros vão captar algo já é outra história. Não dá para esperar nada de ninguém.

E isso não é um tratado de desesperança, é meio que a tentativa de colocar os pés no chão e crescer um pouco em algo que é tão básico. E o legal disso tudo é que a partir do momento que você deixa de criar expectativas, você também abandona o medo. As coisas ficam mais naturais e mais leves. Todo mundo tem medo de se machucar nesse mundo, por isso todo mundo é frio, distante, se poupa do mundo e de tudo. Dá pra contar nos dedos as pessoas naturalmente entregues, espontâneas e sem medo de se abrir e viver.

Enfim, eu tenho um loongo caminho pela frente pra muita coisa, mas com esse post eu quero me convencer de que está na hora de pôr fim nas milhões de expectativas externas e ficar mais leve.

O silêncio, as conclusões e as dúvidas

“I pull you from your tower, take away your pain, show you all the beauty you possess, if you’d only let yourself believe” -Sarah Mclachlan

“A true friend stabs you in the front.” – Oscar Wilde

Eu estou para escrever sobre a amizade há bastante tempo… mas confesso que o assunto pra mim é difícil. Primeiro, confesso alguns erros: tenho uma tendência a sumir do mundo e ninguém nem entende por que, talvez só os mais próximos. Outro erro: tenho medo de me machucar e tenho medo de invadir o espaço do outro. E sei, de que adianta tanto medo se nós estamos fadados a nos machucar a qualquer momento? Amar, viver, criar, tentar, tudo isso obviamente pode machucar sim e bem feio. Quanto ao medo de invadir, isso talvez seja uma característica nipônica. Os nipônicos costumam ser cheios de dedos e cerimônia. Crescemos aprendendo que é polido nunca invadir, nunca falar, nunca perguntar. Aprendemos a tirar conclusões e a deixar os outros tirarem conclusões a nosso respeito. O silêncio é algo bem nipônico…

Mas hoje também tenho a impressão de que o silêncio é simplesmente a fuga, a maneira mais fácil de sair de uma situação ou de uma relação. Às vezes seu amigo até tem algo para lhe falar, mas não vai falar porque não sabe como. Então, a saída mais cômoda é o silêncio. Seu amigo ficou puto com você, mas não tem coragem de te falar que  você errou. Então, silêncio. E fuga. E fim da relação. Prático, assim.

Eu confesso que já errei dessa maneira muitas vezes. Mas hoje entendo como as falhas de comunicação são péssimas e não ajudam em nada. Silêncio e falta de sinceridade não ajudam em nada. Hoje em dia realmente é raro encontrar pessoas que tenham coragem de falar as coisas diretamente, com uma transparência admirável. Parece que as pessoas se descartam com uma facilidade bizarra. Até porque, todos dizem, as pessoas não têm tempo a perder. Se você tem uma esposa, um namorado ou um grupinho de amigos para beber, pra que você vai gastar seu tempo com outras pessoas? Quantas pessoas vivem SÓ em função do namorado/namorada?

Se você está lendo esse texto e está levando para o lado pessoal, não leve. Meu post não é para uma pessoa X, Y ou Z, pois estou brava sim, mas é comigo e com um mundo de coisas. A minha idéia é dizer que a sinceridade é uma grande virtude. E eu admiro muito meus amigos do coração que têm a coragem de dizer verdades e têm a ousadia de se comunicar, sem receios.

Aí eu termino com uma das frases que eu mais gosto:

“It is one of the severest tests of friendship to tell your friend his faults. So to love a man that you cannot bear to see a stain upon him, and to speak painful truth through loving words, that is friendship”.(Henry Ward Beecher)

Fragilidade, Natureza, Alegria e Amigos

Fiquei bastante tempo sem escrever, né? Estou em períodos de transição, mas logo as coisas se estabilizam! Eu estou com fé de que as coisas vão ficar sempre melhores! Logo trarei mais notícias, do ano novo, trabalho novo, planos e tudo mais! Todo dia estamos novinhos…

Agora o post é só para falar que matei a saudade enorme do mato e que o PETAR é um ótimo lugar para se visitar. Lindas cavernas, natureza linda. Enquanto o plano de manejo do parque não sai há váarias restrições sim e tudo se faz com guia, e seguindo várias regras. Mas no todo não acho ruim não, as cavernas são delicadas e merecem todo respeito do mundo, o impacto lá deve ser muito grande. A viagem nos mostrou que devemos ter muito cuidado e atenção em tudo que fazemos.

Na verdade a viagem me trouxe tantas coisas que não sei nem falar de tudo! O que posso resumir é:

1) Murphy atua anyway, mas não impede nossa diversão!

2) Nos momentos mais difíceis e zicados testamos nossa paciência, perseverança, força, leveza, bom humor e senso de companheirismo e amizade.

3) A vida é frágil, nós somos frágeis e, sim, tudo é passageiro.

4) A natureza merece muito respeito, reverência e cuidado, cada dia mais.

5) Obrigada, povo!!

Cold

“I wonder when you have become so cold… so cold…” (Delain)

Uau, são mais de 2 da manhã e eu ainda não tomei vergonha pra ir dormir! Na verdade me empolguei ouvindo músicas e gravações do povo do “karaokê metal” rsrs. Eu adoro ouvir as pessoas cantando, sempre é gostoso ouvir um timbre bonito, uma música interpretada direitinho e tudo mais… ou nem precisa ser direitinho.

Estou me empolgando demais com esse blog, deveria escrever menos. Mas eu imagino que isso seja falta de botar as coisas pra fora, falta de falar, desabafar, encher o saco dos amigos… Hoje de repente me deu uma carência, uma falta das pessoas queridas. Acho que eu me tornei uma pessoa muito isolada do mundo. Não sei se o povo em geral está cada um no seu canto, cuidando da sua vida, sua família, seus amores. Mas eu tenho a impressão de que até hoje não aprendi a deixar de ser distante e ilhada. Às vezes bate uma tristeza… Sei lá, tenho vontade de ficar acordada até altas horas divagando sobre a vida e falando besteiras, mas uma coisa sem tumulto, sem ser superficial. Argh, sei lá. Só sei que o mundo deveria ser feito de mais momentos próximos, sinceros, abertos, inspirados, e sem hora pra acabar.

O que importa de verdade?

S. Tomé das Letras
S. Tomé das Letras

Embora eu tenha passado a maior parte do tempo mal humorada e irritada com mil coisas e pessoas, algumas vezes tenho parado para pensar no que realmente importa… No final, acabamos caindo nos mesmos clichês, mas isso porque a coisa é muito simples mesmo… O que importa são as coisas gostosas, as coisas que amamos e principalmente as pessoas que amamos… não tem nada perfeito nesse mundo e tem coisa ruim pra todo lado. Mas as coisas ficam bem mais agradáveis quando a gente pensa no que realmente importa… Continuo sonhando com o sumiço para um lugar calmo e verde. O ideal de vida seria uma vilinha bonitinha apenas com pessoas legais e queridas, amigos, família, amor … Comida vegetariana, natureza, arte e música. Assim tá bom.

Enquanto o sonho não vira realidade, o negócio é colocar o olhar só nas coisas bonitas mesmo e tentar ignorar as coisas feias e mal cheirosas que cercam a gente todos os dias.