Mês: abril 2012

Entregue-se

“Se o errado pra mim for o certo
Eu não me importo, eu me entrego”

Hoje eu estou em casa de molho, sem saber exatamente o que eu tenho, mas pelo menos descansando na cama gostosa e ouvindo música. Nada melhor do que música para curar o mau humor!

Hoje estou então vendo videozinhos no youtube, coisa que eu adoro fazer (mesmo que o speedy não me ajude na minha diversão)… E bem lembrando o que eu já sabia e o que o André também me lembrou, eu ouço muito pouco música brasileira… então hoje estou ouvindo Tiê (cantora que a Celinha adora e eu vi que vale a pena mesmo). [Aliás, quem tiver sugestões de cantores, CDs, músicas, por favor fique à vontade para se manifestar!]

A Tiê tem voz suave, é bem gostoso de ouvir. A versão de “Se enamora” dela é muito fofa. Nada como ouvir versões novas de canções velhas da infância. E eu gosto da simplicidade das letras. Ouvir as coisas em português também é muito melhor. É muito mais próximo da gente… É óbvio, mas às vezes a gente esquece.

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Sentido

“Não é nenhuma novidade que dinheiro, viagens, status, beleza e outras coisinhas mundanas são sonhos de consumo de muita gente, mas não dão sentido à vida de ninguém.

A única coisa que justifica nossa existência são as relações que a gente constrói. Só os afetos é que compensam a gente percorrer uma vida inteira sem saber de onde viemos e para onde vamos. Diante da pergunta enigmática – por que estamos aqui? – só nos consola uma resposta: para dar e receber abraços, apoio, cumplicidade, para nos reconhecermos um no outro, para repartir nossas angústias, sonhos, delírios. Para amar, resumindo” (Martha Medeiros)

Comunique-se…

“Bons relacionamentos são baseados em uma boa comunicação que vem dos bons sentimentos. A habilidade de ouvir com atenção e apreciação é uma forma de proporcionar esses sentimentos. Ouvir não é algo passivo mas uma atitude ativa de dar respeito e espaço aos outros para que eles possam expressar a si mesmos calmamente e abertamente. Ouvir é um ato de amor.” (Org. BKumaris)

[post produzido num momento de insônia, à base de tylenol e reiki]

Tenho aprendido um monte ultimamente. E as pessoas que têm me ensinado mal sabem o quanto elas me fazem crescer. Um dia ainda vou contar para elas. Mas enquanto não posso contar a cada uma delas as coisas mágicas que elas fazem, eu posso ao menos fazer um textinho e dizer que adoro ouvi-las.

Se tem uma coisa com a qual eu nunca me acostumei foi o silêncio japonês. Respeito mega master absurdos a cultura dos meus antepassados. Mas acho que pelo fato de eu ter nascido aqui no Brasil eu nunca consegui me adaptar à comunicação implícita, à falta de palavras, o dito que não foi dito, as coisas que estão na entrelinhas. Socorro! Será que eu que sou muito devagar? rs Quer falar, fala na caaaraaa! rs

E eu sou uma pessoa que gosta de falar, gosta de ouvir, gosta de saber de tudo e de todos. Se me deixarem acho que fico conversando milhões de horas com as pessoas… (aliás, sabem que é por isso que tenho um blog né? Eu gosto tanto de falar e tenho tanto para pôr pra fora que o blog ajuda a dar vazão)

Enfim, isso aqui é só uma ode ao diálogo… rsrs Estou aqui achando super mágico o quanto a franqueza e a sinceridade das pessoas que eu gosto estão me ensinando um monte. Falem tudo. Basta não esquecer de também abrir os ouvidos e o coração.

“SOBRE O AMAR E O OUVIR: Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito… A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que por sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados a solidão. Quem só fala e não sabe ouvir é um chato… O ato de falar é um ato masculino. Fala é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido… Já o ato de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado. Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 1001 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor”. (Rubem Alves)

Depois do primeiro de abril, um dia mais que bonito

Hoje o meu post vai para uma pessoa especial… um anjo – que também é um pouco demônio – que tem asas e às vezes não sabe, que tem um sorriso que derruba, que acima de tudo tem um coração mais do que bonito. Que com seus olhos me enxergou como poucos fizeram. Talvez ele ainda seja meio míope e não saiba (rsrs), mas independentemente do que os nossos olhos estejam refletindo, eu só sei que a alma dele faz a minha sorrir.

Falo de um anjo-demônio, mas estou falando de alguém simplesmente humano. E não tem nada mais encantador do que alguém humano. Humano porque é imperfeito e por isso parece um anjo. Porque sabe ser sincero e verdadeiro como uma criança sabe ser. Porque é bonito, por dentro e por fora, sem fazer esforço nenhum. É intenso, é doce, é o que é, fala o que pensa, sorri com franqueza, chora com todo coração, dói quando tem que doer, sente êxtase e alegria sem ter medo de sentir. E nessa sinceridade toda me faz um bem danado, porque me inspira a ser mais verdadeira e a sentir aquilo que realmente importa. Isso tem valor demais, beleza demais.

Eu na verdade ainda sei muito pouco. De tudo, dele, do mundo e de mim. Mas estou amando cada pequena coisa que eu descubro, estou amando não saber muito, até a incerteza eu estou amando. O previsível não inspira. O verdadeiro desperta.

Que seus olhos tão lindos abram-se cada vez mais … e tenham sempre mais ousadia para ver o que importa.

Te desejo muita luz, leveza e amor.