Mês: julho 2011

A alegria de cada um

Nossa, ontem me diverti horrores! Foi só diversão de cantar e dançar junto a noite toda com o povo do escritório. Acho muito engraçado como estou ficando com uma visão bem menos chata e rígida das coisas… Pessoas que trabalham juntas podem se divertir sim. Advogados não são todos malas e chatos. E você não precisa ter 20 anos de idade para gostar de dançar ou tocar numa banda. Tem muita gente que se acha super madura e velha e acha que dançar (em balada) é só para jovens; que cantar em karaokê é coisa brega; que tocar em banda é coisa de moleque; que gostar de rock e heavy metal é coisa de adolescente revoltado; que gostar de beber é coisa da faculdade. Todas essas premissas e preconceitos são muito limitados…

A questão não é que todos precisam gostar de cantar, dançar ou sair à noite. Cada um com suas manias. Pode ser video game, jogo de tabuleiro, anime, mangá, colecionar coisas, usar roupas diferentes, pintar o cabelo, fazer tatuagem, qualquer coisa. A questão é que as pessoas não deviam ficar se prendendo a faixas etárias, cada um faz o que quer dentro do seu próprio bom senso e alegria.

Estou largando o preconceito besta de que aos 30 anos as pessoas só trabalham, casam e têm filhos (apesar de o facebook mostrar só isso :P). Obviamente isso não quer dizer que acho legal ficar parasitando os pais e ficar vivendo eternamente na terra do nunca. Só acho que vou parar de ficar julgando as pessoas, afinal cada um tem que se divertir do jeito que for, não importa a idade. “If it harms none, do what you want”.

Você e os Outros…

“Um relacionamento nunca cria nada.
Ele só pode trazer algo que já é existente.
Assim, nunca jogue a responsabilidade no outro.
O outro é, no máximo, uma ajuda para lhe mostrar as subcorrentes de sua mente.
Cada relacionamento é um espelho; ele revela sua identidade a você.”
Osho

A vida de solteira tem ensinado milhõoooes de coisas. E uma das verdades mais doloridas é essa aí acima. Isso se aplica às amizades especialmente.

Tenho caído na real que ainda sou muito pouco habilidosa em cuidar dos relacionamentos e das pessoas que eu gosto… em parte tem a ver com a síndrome do porco espinho, em parte tem a ver com outros medos e falta de habilidade social. E por que caí na real? Porque na hora que eu fui para o fundo do poço eu recebi dos meus amigos exatamente aquilo que eu dou para eles. Ou seja, a maioria agiu da mesma forma pouco habilidosa que eu sei fazer. Alguns poucos agiram de forma totalmente diferente de mim: não tiveram medo de oferecer ajuda, não tiveram medo de mostrar carinho. Nesse caso, tive sorte (obrigada, queridos!). Em geral a vida devolve aquilo que você dá. Nesse caso, a vida me devolveu bem mais do que eu costumava dar.

Além da questão do “semelhante atrai semelhante”, percebi claramente o quanto ainda cada um enxerga aquilo que está nele mesmo ou aquilo que ele tem medo que o outro enxergue nele. Cada um vê o que tem nos próprios olhos, que não é necessariamente o que está em você. Que loucura… isso está ficando confuso, mas é só lembrar daquela história dos 4 compromissos da filosofia tolteca: as pessoas levam as coisas para o lado pessoal e as pessoas tiram conclusões. Mas não dá para criticá-las né, cada um se baseia no que viveu.

Enfim, o que tudo isso me ensinou? 1) Não tenha medo de oferecer ajuda quando alguém está precisando; 2) Seus amigos são muito, muito parecidos com você, mais do que você pensa; 3) Semelhante atrai semelhante; 4) Não leve as coisas para o lado pessoal; 5) Não tire conclusões;  6) Mais amor, menos motor ops hihihi quero dizer: ofereça mais companhia, mais carinho, mais abraços e mais colo. Tudo isso pode ser muito mais útil do que qualquer outra coisa.