Mês: março 2010

Wherever you are

“Wherever you are is always the right place. There is never a need to fix anything, to hitch up the bootstraps of the soul and start at some higher place. Start right where you are.”
(Julia Cameron)

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As aventuras do Home Office

Saindo um pouco dos meus posts bizarros e cheios de comentários com referência a astros e emoções, hoje vou falar das minhas aventuras com o primeiro Home Office. Eu confesso que nem imaginava todo trabalho que dava ser autônoma, montar meu próprio home office e ainda pensar em abrir uma empresa, com todas as dores de cabeça jurídicas tributárias e burocráticas resultantes. Afe!

Mas tem sido divertido! Claro que custa uma grana… nos últimos meses comprei suporte para notebook, teclado ergonômico, mousepad, mouse, cadeira ergonômica, mesa para computador (de 99,00 bem quebra-galho), pastas, arquivos, cadernos, dicionários, cafeteira, filtro de linha… Bem, está quase pronto! Falta ainda o telefone! Ah sim, e ainda falta abrir a empresa, coisa que não fiz até agora.

Aprendi também que seria muito bom ter equipamentos reserva para emergência. A fonte do meu notebook (um Dell Inspiron) deu pau e eu estou improvisando com o Macbook do Fau (me salvou…). Mas ter um desktop é o próximo passo, assim, fica sempre algum equipamento funcionando. Afinal, se eu não pudesse pegar emprestado o Mac eu ia ter que ir correndo na loja gastar 2 paus. Fora todo o tempo gasto indo até a assistência técnica da Dell, fila, pedido, espera, retorno.

Quem tiver dicas, estou aceitando!

Qualquer coisa!

“Ideas of food are, of course, ever present in the bedroom, and in relations between the sexes in general. One of the commonest expressions for sex is the verb “comer” (to eat), but used only in the active sense. Both men and women can “eat,” though a woman may also “dar” (give). A woman who is ill-tempered is often thought to be “mal-comida” (badly eaten)”. (Brazil Food Talk: Metaphors from the Brazilian Kitchen; by Tom Moore)

Oi pessoas! Coloquei esse trecho acima só porque achei engraçado. Na verdade topei com isso quando estava pesquisando algum termo para minha tradução… fazer tradução tem coisas muito legais. Nada como escrever que uma mulher é badly eaten! Anyway, hoje acordei cedinho e estressada para trabalhar, depois pulei pra cama pra assistir LOST e – yay! – terminei a 5a temporada. Agora preciso começar a 6a. Bom, esse post é literalmente sobre nada e qualquer coisa, só porque estou precisando relaxar a cabeça. Argh, chega de pensar demais! E olha que hoje pensei pra caramba… terça é dia de análise e incrivelmente 99% das sessões são produtivas e fazem sair muita fumaça do coco e lágrimas dos olhos. Na verdade a mensagem que ficou hoje é que eu preciso me jogar no mundo, errar muito e também valorizar todas as pequenas e grandes conquistas que já tive. Parece fácil, mas pra mim tudo isso é bem impossível. Mas, enfim, vamos aprendendo. Até breve!

by David Hamilton

Resting…

Aaaaah… estou cansada. Agora são 6h14 da manhã e eu acabei o último contrato que eu tinha para traduzir para hoje. Acho que ainda preciso me organizar melhor. Como eu quero fazer várias coisas nos meus dias úteis (tipo ir ao médico, lavar roupa, fazer supermercado, fazer limpeza de pele etc) acabo jogando os trabalhos para os horários mais esdrúxulos! Mas não tem problema, eu ainda me organizo melhor. Pelo menos eu consegui matar algumas pendências de muito tempo! (oftalmo, exames, …) Agora eu só quero descansar. Abaixo vão algumas fotos do blog Dandeliondaydreamer, que eu gosto muuito.

Dias de crise

Eu sempre evito me expor demaais, seja no blog ou na vida ou em qualquer lugar. Apesar de algumas pessoas acharem que ter um blog já é uma exposição excessiva (além de orkut, facebook etc), na verdade, a verdade é que a gente sempre filtra e só expõe o que quer. Podem ser máscaras, podem ser verdades mais ou menos, podem ser a completa realidade. Mas a gente pode reparar que orkut e facebook é pura alegria, fotos de viagens, formaturas, casamentos, carnavais, só alegria. A nossa parte triste e feia obviamente a gente precisa esconder né! Assim a gente vive, tentando mostrar uma perfeição bizarra que não existe. Admiro as pessoas que são imperfeitamente sinceras, inteiras, autênticas e francas. Que mostram no dia a dia tudo que elas são, sem pudores e medos. Eu ainda estou no time das pessoas que acham que precisam acertar o tempo inteiro, ser polidas e equilibradas o dia inteiro.

A verdade é que eu nem estou tanto numa fase de pura alegria e paz. Sou humana e tenho que confessar. Mas prometo que não vou falar palavrões e nem vou gastar minha energia falando mal das coisas. Aliás, eu sou da idéia de que soltar veneno e sujeira pelo mundo não faz bem para o mundo. Mas enfim, de repente estou me vendo mega confusa, mega perdida, instável. Estou sentindo muita falta dos amigos de verdade, daquelas conversas longas, sinceras, enlouquecidas que temos em momentos raros, daquele conforto de poder chorar, desabafar, reclamar, confiar, ouvir. Aqueles momentos que você só é você, os outros são os outros, e ninguém enche o saco, ninguém precisa fingir nada ou estar feliz o tempo todo. Affe, vira e mexe eu sinto falta desses momentos. Quantas pessoas será que a gente encontra na vida com quem a gente pode fazer isso?

Enfim, acho que está na hora de dormir, mas fica o desabafo. E desejo muita sinceridade, autenticidade e momentos plenos para todos.

Until the eeeend?

Hoje eu estava pensando em algo que me incomoda. Eu costumo ter persistência para algumas coisas em especial e para outras, zero. Sério, acho que isso é algo muito bizarro.Isso logicamente tem a ver com comprometimento e os compromissos que nós mantemos com a vida e com nós mesmos. Muitos compromissos no fundo não foram compromissos de verdade. Por exemplo, estudei várias línguas (inglês, espanhol, japonês, francês) e nenhuma foi com profundidade e dedicação super intensa. Eu já fiz softbol, escalada, kung fu, musculação, dança do ventre, jazz, tai chi, shuai chiao, qi gong, cantoterapia, canto, coral… e na verdade não tomei nenhuma dessas coisas de verdade pra mim ainda. Fui apaixonada por muitas dessas coisas, mas não assumi o compromisso verdadeiro de persistir, no matter what.

Isso me lembra uma matéria que eu li numa revista de yoga (não faço yoga, mas achei que a revista parecia boa…), que  fala sobre a importância de conhecer a si mesmo, conhecer seus “metacompromissos” para tomar boas decisões na vida. Vai aí um trecho:

“O compromisso tem dois lados distintos: ele é pré-requisito para a profundidade. Sem compromisso, a vida é um vale-tudo, relacionamentos são apenas encontros casuais e a prática é meramente superficial. Você não consegue escrever um livro, criar uma criança ou aprender uma língua sem estar comprometido de coração. Nossa capacidade de compromisso nos possibilita o progresso”.

E é verdade, sem compromisso a gente acaba abandonando certas coisas quando a primeira desculpa aparece. Ah, não deu tempo. Ah, hoje choveu! Xi, estou sem dinheiro. Tudo é desculpa. Obviamente a gente não precisa fazer tudo para sempre com disciplina de monge. É importante também conhecer atividades diferentes, experimentar, brincar. Mas por que não adotar algumas com compromisso sério? Depois eu falo sobre os “metacompromissos”. Bom comprometimento para todo mundo!