Enxergar as coisas como elas são…

Em vez de brigar com o escuro, você traz a luz. Em vez de reagir a uma desilusão, você vê a desilusão, mas, ao mesmo tempo, enxerga através dela. Ser o saber cria um espaço nítido de presença amorosa que permite a todas as coisas e pessoas serem como são (Eckart Tolle).

As férias estão me fazendo bem! A gripe continua, mas estou podendo ler, jogar bejeweled, brincar com sobrinho, gato, enrolar, dormir, cozinhar coisas estranhas, ouvir música… tá tudo muito bom.

Não estou muito inspirada para escrever, mas a mensagem do dia é de novo a história de que as coisas simplesmente são o que são. Por que será que a gente procura tanto idealizar as coisas, pessoas e situações? Por que tem que existir um exemplo, um mestre, um professor perfeito, um pai perfeito, um herói, uma tradição mágica, uma coisa tão bonita? Por que não simplesmente aceitamos as pessoas como são: humanas, cheias de defeitos, sujas, caolhas, egoístas e frágeis? Nós somos lotados de defeitos e ainda assim nos suportamos e nos achamos importantes. Então vamos deixar de idealizar tudo e todos e enxergar as coisas como elas realmente são…

Hoje vejo como ser descendente de japoneses traz 500 efeitos colaterais e o dobro de tempo de psicanálise. Fico boba com a minha ingenuidade e incapacidade de enxergar o óbvio. Disciplina exagerada, tradição seguida à risca, gratidão e respeito incondicional aos mais velhos… tudo isso é muito bonito para quem está de fora. Quem colapsa são os orientais louquinhos.

Afe, estou sem saber o que falar, mas enfim, chega de tomar na cabeça… (ao menos em relação aos japoneses loucos). Um dia eu paro para falar na beleza da imperfeição. Amar de verdade é amar a beleza da imperfeição. Mas hoje estou falando só de enxergar a feiúra da imperfeição e o fim da idealização.

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Um comentário sobre “Enxergar as coisas como elas são…

  1. Eu acho que os descendentes de japoneses sofrem muito mais com esse conflito de ideais que os próprios nipônicos. Nós (descendentes) temos esses valores de casa, mas vemos que o mundo ocidental é diferente e queremos absorver um pouco dessa cultura tb.

    Os issei simplesmente são japoneses e não absorvem nada…

    Mas eu prefiro ser como sou e todos os conflitos… disciplinado, mas flexível (ou pelo menos tento, vai…); grato, mas ainda assim questionador; tradicional… sou tradicional mesmo…

    O mundo imperfeito e paradoxal tb é muito legal!

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