Mês: abril 2009

Alberto Caeiro

“O luar quando bate na relva
Não sei que cousa me lembra…
Lembra-me a voz da criada velha
Contando-me contos de fadas.

E de como Nossa Senhora vestida de mendiga
Andava à noite nas estradas
Socorrendo as crianças maltratadas…

Se eu já não posso crer que isso é verdade,
Para que bate o luar na relva?”

Férias Estranhas

Estou um pouco inquieta hoje. Ao mesmo tempo que tenho todo tempo que nunca tive antes, sinto-me um pouco presa e ansiosa. Não estou trabalhando, mas não posso pegar todo meu dinheiro e sair viajando por aí sumindo pelo mundo. Por um lado, tenho que ficar procurando trabalho e aguardando respostas, sendo cautelosa com o dinheiro. Por outro, dar uma sumidinha do mundo não seria nada mal… faria um bem para a alma! Acho que estou precisando sumir para renovar. E talvez me divertir um pouco mais. Muito tempo ocioso dentro de casa não faz bem! Ontem tive meu típico housewife-day e não foi legal –> porque não é ainda a minha casa.

Ok, estou me preparando para muitas renovações! Então acho que deve ser hora de viajar um pouco sim.

Cecília

“No mistério do Sem-Fim equilibra-se um planeta.
No planeta, um jardim.
No jardim, um canteiro.
No canteiro, uma violeta.
E na violeta,
Entre o mistério do Sem-Fim e o planeta,
O dia inteiro,
A asa de uma borboleta.”

(Cecília Meireles)

Momentos

Acho que eu escrevo demais às vezes. Então vou começar a pôr fotinhos também. Elas vão ser meio toscas, mas isso não importa. Encontrem a beleza em todas as coisas hehehe.

Sedentarismo Parte III – Dança

Antes da escalada, esqueci de outra tentativa anti-sedentarismo: a dança do ventre. Um dia, numa aula de francês, eu estava conversando com meu professor figura sobre alguns probleminhas de saúde e ele, com o sotaque afrrrancessado dele, sugeriu que a dança do ventre seria ótima para resolver esse meu desequilíbrio no chakra x. Na época eu não entendia nada de reiki, chakras, energia etc, isso era 2001 ou 2002. Só sei que resolvi experimentar para ver se dava uma circulada na energia…

Caí no espaço Oriental Mix, da Profa. Patrícia Bencardini. E pra minha sorte, ela é ótima. A dança do ventre é apaixonante. Apesar de algumas pessoas terem preconceito, acharem vulgar, brega etc, a dança tem uma profundidade, beleza, desafio, força e significado absurdos. E eu só pratiquei alguns meses em 2002. Mas a música que ensaiavámos naquele ano para apresentação eu ouço até hoje e é das coisas mais alegres, fortes e cheias de energia que eu já ouvi.

Naquela época tive que largar para estudar para a OAB. O único horário livre (sábado de manhã) tinha que ser dedicado ao cursinho.

Seis anos depois, após estudar e me identificar com a Antiga Arte, a Deusa, os deuses, as deusas, voltei a procurar a dança do ventre como uma forma de conexão, aprendizado, autoconhecimento e pura diversão. Depois de rodar muito, acabei escolhendo fazer aula com a Profa. Andreza Santana, que por algum “acaso” é aluna da Patrícia. E é tão competente quanto, linda, dedicada, divertida.

As aulas foram poucas (acho que só uns 4 meses), acabei largando por causa de incompatibilidades com a escola e outras prioridades. Mas as descobertas eram divertidíssimas. Comecei a ver os paralelos com o Tai Chi, comecei a perceber o quanto aquela arte tinha para oferecer e ensinar durante muito tempo… Xi, é difícil demais para eu entender com tão pouca prática. Enfim, recomendo muito.

Vegetarianismo incomoda?

Enquanto estou no Apfel esperando minha amiga do coração resolvi escrever um post sobre o vegetarianismo.

As pessoas do lado só sabem falar de vegetarianismo, vacas, radicalismo… E é batata: toda vez que alguém almoça comigo pela primeira vez precisa ficar discutindo minhas razões, princípios. Já ouvi de tudo. Os argumentos furados são sempre os mesmos. Vou listar alguns aqui:

1) mas as alfaces também são seres vivos!
2) mas de que adianta não comer a galinha se você come o pobre ovo?
3) e por que você usa sapatos de couro?
4) mas de que adianta não comer carne se você come queijo?
5) você não tem prazer na vida então?
6) as vacas não sofrem nada no abate!
7) presunto pode?

O que dá pra perceber é que vegetarianos incomodam as pessoas, mesmo que você seja tranqüilo e não fique gritando: “creedo, você come cadáver!”

As pessoas sempre tentam criticar e falar que seu esforço é inútil. Se você é ovolactovegetariano eles te criticam porque você não é vegan. Se você é vegan, você é radical e mala demais.

Meu, cada um com as suas escolhas! Eu não fico criticando ninguém por comer vacas, chocolates, carpas, gafanhotos. Então se não estão comendo seu cachorro ou seu repolho de estimação, deixem os vegetarianos em paz.